Morre Assusete Magalhães, ministra aposentada do STJ, aos 76 anos

Jurista mineira foi reconhecida por sua trajetória pioneira e por décadas de contribuição ao Judiciário brasileiro

A ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Assusete Dumont Reis Magalhães, morreu aos 76 anos em São Paulo, onde realizava tratamento de saúde. A causa da morte não foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O velório ocorrerá na sede do STJ, em Brasília, com data e horário ainda a serem confirmados.

Lucas Pricken/STJ

Assusete deixa o marido, três filhos e quatro netos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) declarou luto oficial. Em nota, o presidente da entidade, Beto Simonetti, lamentou a perda:

“A ministra Assusete Magalhães construiu uma trajetória de integridade, dedicação e compromisso com os valores democráticos. A advocacia se despede hoje de uma jurista admirável, que honrou a magistratura, a advocacia e a causa da justiça.”

Trajetória pioneira

Nascida em Serro (MG), Assusete enfrentou resistência familiar para cursar Direito na UFMG, em 1973, mas se tornou uma das grandes referências femininas no Judiciário. Atuou no TRF-1 e, por 11 anos, no STJ, com passagem por Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Foi a primeira mulher a dirigir a Ouvidoria do STJ, presidiu a Comissão Gestora de Precedentes e de Ações Coletivas (Cogepac) e acumulou funções relevantes como:

  • presidente da 2ª Turma do TRF-1;

  • diretora da Escola da Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf);

  • corregedora-geral da Justiça Federal de 1º Grau.

Antes da magistratura, atuou como advogada e assessora jurídica na Delegacia Regional do Trabalho de Minas Gerais.

Reconhecimento

Entre suas honrarias, recebeu em 2002 o diploma e troféu Berta Lutz, concedido pelo Clube Soroptimist Internacional Brasília Alvorada, pela contribuição aos direitos das mulheres.

A morte da ministra representa a perda de uma das juristas mais respeitadas de sua geração, cuja carreira foi marcada por pioneirismo e dedicação ao serviço público.


Fonte: ContilNet
✍️ Redigido por ContilNet

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