A Justiça da França condenou nesta quarta-feira (3) a 30 anos de prisão Maylis Daubon, 53 anos, acusada de intoxicar deliberadamente as duas filhas com medicamentos. Uma delas, Enea, de apenas 18 anos, morreu após ingerir uma quantidade massiva de remédios. A outra jovem, Luan, sobreviveu, e chegou a defender a mãe no tribunal.
O caso remonta a novembro de 2019, quando Enea sofreu uma crise convulsiva dentro de casa. A investigação apontou que a jovem ingeriu uma dose de propranolol, medicamento que desacelera o ritmo cardíaco, dez vezes acima do limite terapêutico, levando à morte.
O tribunal concluiu que a intoxicação não foi acidental.
A irmã, Luan, também apresentou no organismo uma quantidade significativa de um sonífero indicado apenas para adultos. Ela saiu ilesa e insistiu na inocência da mãe durante o julgamento.
Mãe permaneceu em silêncio o tempo todo
Durante toda a sessão, Maylis permaneceu com a cabeça baixa, sem olhar para os juízes ou testemunhas. Não respondeu às acusações, escondendo o rosto atrás dos cabelos.
A presidente do tribunal, Emmanuelle Adoul, disse que a pena reflete “a extrema gravidade dos fatos”. A sentença prevê 20 anos de cumprimento mínimo, cinco a mais do que havia pedido a promotoria. Ela tem dez dias para apresentar recurso.
Acusação de planejar morte do ex-marido
Além da morte de Enea e da intoxicação de Luan, Maylis também foi investigada por supostamente tentar mandar matar o ex-marido, subornando detentas na prisão de Pau, onde aguardava julgamento. Ela classificou a denúncia como “rumores de cadeia”.
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