Retrospectiva Spotify: ‘Noiadance’ de Rondônia conquista os EUA e bate milhões de streams

Ritmo criado nas periferias de Porto Velho alcança mais de 150 países e impulsiona carreira do DJ Felipe Morais

O noiadance, ritmo que nasceu nas periferias das zonas Leste e Sul de Porto Velho (RO), ultrapassou fronteiras em 2025. A retrospectiva musical do Spotify revelou que o gênero chegou a mais de 150 países, incluindo Estados Unidos, Portugal, Paraguai e Argentina — um marco histórico para a música rondoniense.

Um dos grandes responsáveis pelo avanço foi o hit “Santinha”, produzido pelo DJ portovelhense Felipe Morais, de 24 anos. Apenas este ano, a música acumulou 8,2 milhões de streams e entrou no ranking de virais do Spotify no Brasil e em Portugal. No total, o artista somou 1,8 milhão de ouvintes e mais de 12 milhões de streams em 2025.

Felipe descreve o ano como uma sequência de conquistas inesperadas:
“Uma realização de um sonho… Eu não imaginava essa repercussão toda. Fico muito feliz de ver tanta gente se identificando com minhas músicas.”

DJ Felipe Morais — Foto: Reprodução/redes sociais


Ascensão internacional e novos projetos

Após o sucesso de “Santinha”, Felipe lançou o álbum “Made In PVH”, que já ultrapassou 840 mil streams. Para o DJ, o hit foi um divisor de águas:

“‘Santinha’ me abriu várias portas. Ela é atemporal, viralizou duas vezes no TikTok e toca até hoje.”

O noiadance também ganhou atenção de grandes DJs brasileiros. Pedro Sampaio chegou a apresentar a faixa “Sequência Feiticeira” em vários estilos, incluindo o noiadance, despertando curiosidade nacional pelo ritmo. Já DJ Guuga, após um show em Porto Velho, se declarou apaixonado pelo estilo e anunciou uma música no gênero.

Felipe comemora o reconhecimento:
“O noiadance não é só regional. Ele pode alcançar todos os públicos.”


O que é o noiadance?

O estilo surgiu a partir de influências da Dutch House, popularizada em 2009, e que chegou a Rondônia em 2010. O produtor Yvan Serano adaptou o gênero, acrescentando elementos de Moombahton, Latin House e Funk, criando uma identidade sonora única da capital rondoniense.

Chamada inicialmente de “leskerray”, a vertente ganhou o apelido de noiadance pelos moradores das regiões onde surgiu. Por anos, o estilo foi marginalizado, mas permaneceu como símbolo das festas locais — especialmente em paredões e eventos improvisados.

Nos últimos anos, o ritmo conquistou a região central de Porto Velho e se popularizou em datas comemorativas, festivais e nas plataformas digitais.

Uma das marcas do noiadance é transformar músicas já conhecidas em remixes vibrantes, capazes de revitalizar hits e impulsioná-los novamente nas plataformas.


Fonte: g1

✍️ Redigido por ContilNet

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