Polícia prende 12 faccionados que disputavam territórios e extorquiam comerciantes

A ação resultou em 12 prisões, sendo 11 em Rio Branco e outra na cidade de Várzea Grande, no Mato Grosso

A Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira (4) os resultados da segunda fase da Operação “Desmonte 4”, voltada ao enfrentamento do Comando Vermelho. A ação resultou em 12 prisões, sendo 11 em Rio Branco e outra na cidade de Várzea Grande, no Mato Grosso.

Delegado deu detalhes da operação nesta quinta-feira/Foto: ContilNet

Todas as prisões ocorreram também nesta quinta-feira. A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), em parceria estratégica com a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).

Em Várzea, a prisão foi feita com apoio da DRACO da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJCMT).

O delegado titular da DRACO, Gustavo Henrique da Silva Neves, afirmou em coletiva de imprensa que todos os capturados na operação têm forte envolvimento com o crime organizado e disputavam territórios na capital. Além disso, praticam crimes como tráfico de drogas e extorsão de comerciantes.

“A operação de hoje é uma continuação dos últimos dias em que conseguimos prender uma grande quantidade de pessoas, todas envolvidas com o crime organizado. Em relação à operação de hoje, as 12 pessoas foram presas em decorrência de uma outra prisão ocorrida em 2024, quando uma liderança regional do Comando Vermelho de Rio Branco foi presa. Através dessa prisão, conseguimos chegar à autoria de outros crimes, todos relacionados à guerra por território, aos crimes que a facção normalmente pratica para levantar caixa, que são tráfico de drogas e extorsão a comerciantes da região. E, através das investigações que foram feitas, conseguimos identificar a conduta de cada um desses outros faccionados”, disse o delegado.

De acordo com Gustavo, um dos presos é uma forte liderança do CV. Os demais “fazem a roda da facção girar”.

“Eles foram presos, interrogados e encaminhados para a Delegacia de Flagrantes (Defla), para passarem por agência de custódia e, posteriormente, seguirem para o presídio. Dentre os presos, um é uma liderança regional e os demais são as pessoas que fazem a roda da facção girar. Esse rapaz, que é o principal, já foi preso outras vezes, responde por outros crimes e tem diversas passagens pela polícia com condenação por tráfico de drogas, roubo e homicídio”, pontuou.

Em Rio Branco, as prisões ocorreram no bairro Tropical, na parte alta da cidade, na região das Placas, na região do segundo distrito e no centro da cidade.

“Eles participavam de um grupo que tinha atuação em vários pontos da cidade”, disse o delegado.

Extorsão a comerciantes

Sobre as extorsões contra comerciantes, o delegado explicou que os faccionados cobravam dinheiro em troca de uma suposta proteção.

“Eles pediam dinheiro em troca de uma possível proteção, mas a gente sabe que acaba que eles ficam pedindo dinheiro para que eles mesmos não cometam furtos nos comércios, porque eles não garantem proteção alguma”, concluiu.

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