No Dia Nacional do Policial Penal, servidor relembra trajetória de 17 anos e valorização da categoria

A data, afirma Adriano, reforça o compromisso da categoria com o Acre

Com 24 anos na segurança pública e 17 apenas no polícia penal, Adriano comemora a importância da data/Foto: Cedida

A comemoração do Dia Nacional do Policial Penal reforça o papel da categoria no sistema de segurança pública. No Acre, o policial penal Adriano Marques de Almeida destaca a importância da data e recorda trajetória forjada em diferentes instituições militares e quase duas décadas dedicadas ao sistema penitenciário.

Com 24 anos na segurança pública e 17 apenas no polícia penal, Adriano comemora a importância da data/Foto: Cedida

Adriano iniciou sua vida profissional no Exército. “Sou reservista de primeira categoria como Soldado Combatente de Engenharia no nosso querido 7º BEC. Depois fui aprovado no primeiro concurso público para Policial Militar Temporário, mais conhecido como Voluntário”, relembra. Ele atuou em diferentes áreas da PM. “Servi na antiga Companhia de Operações Especiais (COE), na Gestão de Pessoas, na Guarda do Comando-Geral, no CIOSP e nas unidades de Papudinha, Antônio Amaro e FOC.”

O contato com o sistema prisional ainda na PM influenciou o rumo da carreira. “Durante os serviços nas unidades prisionais, conheci a primeira turma de agentes penitenciários do Acre. Eles foram formados na Academia de Polícia Civil do Distrito Federal, um curso de excelência nível Polícia Federal”, diz. Segundo ele, aqueles profissionais tinham benefícios e estrutura que despertaram interesse na área. “Tinham uma escala com maior folga, porte de arma assinado pelo Secretário de Segurança Pública e uma remuneração superior às demais carreiras.”

A trajetória familiar também teve peso na decisão. “Meu irmão é Policial Judicial Federal, sendo o primeiro lugar do concurso, então já tinha uma boa influência e experiência no Exército e na PM. Era um caminho natural seguir alguma carreira da segurança pública”, afirma.

Atualmente, Adriano ocupa o topo da carreira. “Como Policial Penal, sou Comissário Especial de Polícia. Trabalho há mais de 17 anos e, juntando o tempo de Exército, da PM e do Tribunal de Justiça do Acre, tenho cerca de 24 anos de serviços prestados”, relata. Ele lembra ainda uma das honrarias recebidas. “No Exército recebi Diploma de Honra ao Mérito.”

No sistema penitenciário, Adriano atuou diretamente na organização da categoria. “Fundei, junto com grande adesão da categoria, o sindicato para lutar por melhores condições de trabalho e PCCR”, afirma. Ele destaca que esteve à frente da entidade por quatro gestões. “Fui presidente por 4 gestões. Tivemos grandes avanços, mais de 30 conquistas coletivas que beneficiaram mais de 800 servidores.”

Ele ressalta que a Lei Orgânica da Polícia Penal do Acre define a estrutura da carreira. “O cargo de Policial Penal é estruturado nas seguintes classes: Agente de Polícia Penal, Oficial de Polícia Penal, Inspetor de Polícia Penal, Comissário de Polícia Penal e Comissário Especial de Polícia Penal”, afirma.

Adriano reforça a importância estratégica da instituição.

“A Polícia Penal tem uma importância estratégica e vital para a segurança pública do Acre. Somos, por força constitucional, um órgão de segurança pública essencial”, diz. Ele frisa a missão operacional do grupo. “É uma polícia especializada no combate ao crime organizado.” Segundo ele, o controle prisional impacta diretamente a segurança da população. “Ao controlarmos efetivamente o ambiente carcerário, impedimos que facções e problemas de segurança se irradiem para a sociedade. Nossa atuação é a primeira linha de defesa contra a desorganização do crime.”

No Dia Nacional do Policial Penal, Adriano destaca o significado simbólico da data. “Ter um dia comemorativo não é apenas uma formalidade, mas um marco de reconhecimento”, afirma. Ele aponta os reflexos diretos da celebração. “Eleva o moral da categoria, legitima nosso status como força policial e dá visibilidade ao trabalho de alto risco que realizamos.” Segundo ele, a valorização é essencial para avanços. “É um reconhecimento necessário para que a categoria tenha valorização financeira, estrutura e apoio compatíveis com a missão de manter a segurança do Estado.”

Adriano também aproveita a oportunidade para criticar iniciativas de terceirização de atividades relacionadas ao sistema prisional. “O status constitucional da Polícia Penal é incessantemente assediado pela voracidade mercantil”, afirma. Ele cita propostas em tramitação. “O parecer favorável do senador Márcio Bittar altera a Lei de Execução Penal para incluir, na lista de terceirizados, serviços de assistência material, jurídica, educacional, social, religiosa e à saúde, além de apoio à movimentação interna dos presos e ao monitoramento eletrônico.”

Para o policial penal, o debate vai além da gestão administrativa. “A gestão da privação de liberdade, o exercício da força e a execução da lei são prerrogativas intrínsecas e indelegáveis do Estado”, diz. Ele avalia que qualquer mudança que permita privatização da atividade-fim coloca em risco a própria estrutura do sistema. “Permitir a privatização da atividade-fim da Polícia Penal é uma aberração jurídica e um suicídio institucional, que troca a ética pública pela eficiência espúria.”

A data, afirma Adriano, reforça o compromisso da categoria com o Acre. “Somos uma força essencial para a segurança do Estado e precisamos ser reconhecidos como tal.”

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