CapitĂŁo Hunter Ă© indiciado por estupro de vulnerĂĄvel e pornografia infantil

Por Portal Leo Dias 09/12/2025

Atenção: a matĂ©ria a seguir traz conteĂșdos sensĂ­veis e pode ocasionar gatilhos sobre estupro. Caso vocĂȘ seja vĂ­tima deste tipo de violĂȘncia ou conheça alguĂ©m que passe ou jĂĄ passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu as investigaçÔes e indiciou o youtuber João Paulo Manoel, de 45 anos, conhecido como Capitão Hunter. Ele é acusado dos crimes de estupro de vulneråvel e de produção de material de pornografia infantil, envolvendo adolescentes. O inquérito final, elaborado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), reuniu elementos considerados suficientes para comprovar a exploração sexual de menores.

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YouTuber é preso em São PauloReprodução / YouTube
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YouTuber Capitão Hunter é presoReprodução / Instagram
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YouTuber Capitão Hunter é preso em São PauloReprodução / Instagram

As infraçÔes apontadas pelo órgão policial podem resultar em uma pena cumulativa superior a 15 anos de reclusão. Embora as apuraçÔes referentes às vítimas no estado do Rio tenham sido encerradas, o youtuber ainda é investigado sob a suspeita de haver outras vítimas em diferentes unidades federativas. As polícias estaduais articularam-se para que cada uma conduza os procedimentos relacionados aos seus respectivos territórios, segundo a CBN.

JoĂŁo Paulo Manoel permanece preso em Santo AndrĂ©, na Grande SĂŁo Paulo, sua cidade de residĂȘncia. O relatĂłrio policial solicitou a conversĂŁo de sua prisĂŁo temporĂĄria em preventiva, medida que ainda aguarda decisĂŁo judicial. Em razĂŁo da participação de menores, o processo corre em segredo de Justiça.

O caso teve inĂ­cio a partir da denĂșncia de uma adolescente de 13 anos, que mantinha contato online com o influenciador hĂĄ aproximadamente dois anos. A famĂ­lia apresentou Ă s autoridades prints de conversas e vĂ­deos que, supostamente, mostravam Hunter com as partes Ă­ntimas expostas. Segundo as investigaçÔes, o acusado instruĂ­a a vĂ­tima a apagar as mensagens para eliminar evidĂȘncias, tendo ocorrido ao menos quatro episĂłdios de abuso, inclusive com recusas por parte da adolescente.

A prisĂŁo do youtuber ocorreu em outubro, por meio de uma operação conjunta das polĂ­cias civis do Rio e de SĂŁo Paulo. Com mais de um milhĂŁo de seguidores, ele produzia conteĂșdo sobre personagens infantis e jogos online, especialmente do universo PokĂ©mon. A polĂ­cia o descreve como um “abusador com elevado grau de periculosidade”.

Na época da prisão, seu então advogado de defesa, Rafael Feltrin, afirmou que as acusaçÔes eram falsas e seriam esclarecidas no momento apropriado.

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