Acre figura entre estados com menor desigualdade de renda, aponta levantamento nacional recente

Dados do CLP colocam o estado como o oitavo do país com menor concentração de renda.

O Acre aparece em posição de destaque no cenário nacional quando o assunto é desigualdade de renda. Um levantamento recente do Centro de Liderança Política (CLP) coloca o estado como o oitavo do Brasil com menor diferença entre os ganhos da população, um resultado que o posiciona acima da média nacional e com desempenho relevante dentro da região Norte.

O Acre aparece em posição de destaque no cenário nacional quando o assunto é desigualdade de renda/ Foto: Reprodução

O estudo analisou o rendimento médio mensal de pessoas com 14 anos ou mais que estavam ocupadas na semana de referência e recebiam renda proveniente do trabalho. A partir desses dados, foi aplicado o Índice de Gini, um dos principais indicadores usados mundialmente para medir a concentração de renda e as disparidades econômicas dentro de uma sociedade.

Criado pelo matemático italiano Conrado Gini, o índice funciona como uma régua da desigualdade: quanto mais próximo de zero, maior é a igualdade entre os rendimentos; quanto mais próximo de um, maior é a concentração de riqueza nas mãos de poucos. Na prática, o indicador costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos da população, evidenciando o abismo ou a redução dele entre esses grupos.

Dentro da região Norte, o Acre apresenta o terceiro melhor resultado, ficando atrás apenas de Rondônia e do Amazonas. O dado reforça um cenário menos desigual em comparação com outros estados da região, historicamente marcada por desafios socioeconômicos profundos.

No panorama nacional, Santa Catarina lidera o ranking como o estado com menor desigualdade de renda, seguido por Mato Grosso e Rondônia. Na outra ponta da lista, aparecem Pernambuco, Piauí e o Distrito Federal, que concentram os índices mais elevados de desigualdade do país.

O desempenho acreano, segundo o levantamento, indica um equilíbrio maior na distribuição de renda quando comparado a boa parte do Brasil, ainda que o estado continue enfrentando desafios estruturais relacionados ao desenvolvimento econômico e social.

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