Uma partida marcada por tática e muita entrega física por parte da equipe brasileira. O que antes era pura especulação, se a equipe francesa enfrentaria dificuldades ou se o jogo seria tranquilo, transformou-se em um grande espetáculo de futebol.
O time de Paris balançou as redes no começo do jogo após uma falha bizarra da defesa do Flamengo, mas o gol foi anulado, para a sorte dos rubro-negros, pois a bola havia saído. Porém, ainda no primeiro tempo, o atacante da Geórgia, Kvaratskhelia, após nova falha do goleiro Rossi, aproveitou o contra-ataque e abriu o placar.

Decisão foi para os pênaltis após empate no tempo normal e prorrogação/Foto: Reprodução
A partida seguiu equilibrada, com muitas disputas no meio-campo e excesso de faltas — foram 30 no total. No segundo tempo, após jogada de Arrascaeta, o zagueiro brasileiro Marquinhos cometeu falta dentro da grande área e, após análise do VAR, a penalidade foi marcada a favor do Flamengo. Jorginho cobrou com a frieza habitual e deixou tudo igual.
Com o empate, o time carioca cresceu no jogo, passou a ter mais posse de bola e buscou algumas investidas ofensivas. No entanto, nos minutos finais do tempo regulamentar, a qualidade do PSG prevaleceu. Uma pressão intensa nos últimos dez minutos quase resultou em um gol fatal. No último lance do segundo tempo, novamente Marquinhos perdeu uma grande chance na pequena área, sem goleiro.
Destaque para o atacante do Flamengo, Gonzalo Plata, que fez uma partida de muita entrega física.

Após jogo intenso e físico, PSG leva a melhor nas cobranças de pênalti/Foto: Reprodução
Na prorrogação, as equipes sentiram o desgaste de um jogo bastante brigado, mas sem chances claras para nenhum dos lados, o que manteve o empate e levou a decisão para os pênaltis.
Foi aí que o sonho flamenguista virou pesadelo. Apenas De La Cruz converteu sua cobrança. Léo Pereira, Pedro, Luiz Araújo e Saúl tiveram suas batidas defendidas por Safonov. Rossi ainda defendeu a cobrança de Barcola e viu o melhor jogador do mundo, Dembélé, isolar seu pênalti, mas com a conversão de outras cobranças, o PSG garantiu o título.
Uma derrota dolorosa para os rubro-negros, mas que não apaga o ano vitorioso do Flamengo, campeão do Carioca, da Supercopa, do Brasileirão e da Libertadores.
