Quem é Milla Fernandez, filha de Raul Gazolla que sustentou a família como cam girl

Após um relato sincero feito por Raul Gazolla sobre um período de dificuldades financeiras enfrentado durante a pandemia, o nome de Milla Fernandez ganhou destaque fora do meio artístico. Criada pelo ator desde pequena, Milla é filha de Fernanda Loureiro, esposa de Gazolla, e recentemente ela e a irmã, Luna, pediram para adotar legalmente o sobrenome do artista.

O ator revelou que, durante cerca de dois anos, foi Milla quem sustentou a casa ao trabalhar com a produção e venda de conteúdo adulto na internet — uma decisão tomada em meio à crise financeira agravada pela pandemia da Covid-19.

Reprodução/Instagram/@alecatan_photo e Globo/Fabio Rocha

Trajetória artística e decisão difícil

Formada pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio de Janeiro, Milla se dedica à atuação desde a adolescência. No entanto, após testes frustrados na área artística e diante da falta de oportunidades, buscou alternativas para garantir renda.

Antes de entrar nas plataformas de conteúdo adulto, ela tentou trabalhar com tradução de textos e aulas de inglês, mas os ganhos eram insuficientes. A virada veio com a criação de conteúdo erótico online. Segundo a própria Milla, no primeiro mês o faturamento chegou a R$ 20 mil.

Apoio da família e sigilo fora de casa

Em entrevista ao jornal O Globo, Milla contou que teve apoio total da família durante o período.
“Tive sorte de ter o apoio da minha família. Eles confiam muito no meu discernimento”, afirmou.

Fora do ambiente familiar, no entanto, o assunto foi mantido em sigilo. Ela bloqueou usuários brasileiros nas plataformas e evitou comentar o trabalho com amigos próximos, tentando preservar a privacidade.

“Ingenuamente, eu não entendia que, ao dar play, minha imagem podia circular para sempre. Achei que estava protegida”, relatou.

Impacto emocional e exposição pública

Com o passar do tempo, o retorno financeiro veio acompanhado de desgaste psicológico. Milla descreveu o período como emocionalmente pesado.

“Quanto mais o dinheiro entrava, mais eu ficava mal”, disse.
A decisão de tornar a história pública veio como uma forma de retomar o controle da própria narrativa. “Não vou mais deixar que isso vire um tapa. E sabe de uma coisa? Não me arrependo.”

Hoje, ela afirma que a experiência mudou sua relação com a própria imagem e com o conceito de sucesso.

“Esse trabalho me ajudou a desapegar da ideia de perfeição. Entendi que não dá para ser imaculada e que a vida não segue o roteiro que a gente planeja.”


Fonte: O Globo
✍️ Redigido por ContilNet

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