O governo do Acre concluiu e entregou, nesta terça-feira (23), a revitalização da Casinha Ocupação Cultural, localizada no Conjunto Habitacional Mascarenhas de Moraes, em Rio Branco. A ação foi executada por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e devolve à comunidade um espaço voltado à promoção de atividades artísticas e culturais.
Criada em 2015, a Casinha passou a ser ocupada, a partir de 2022, por um coletivo formado por artistas da própria comunidade. Desde então, o local se consolidou como ponto de encontro para a realização de saraus, feiras mensais e ações que unem cultura, esporte e lazer, além de iniciativas voltadas à arrecadação de recursos para a manutenção das atividades.

Casinha passa a contar com apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour/Foto: Reprodução
A necessidade de recuperação do espaço foi apresentada pela coordenação do projeto à presidência da FEM, o que resultou na revitalização da estrutura. A coordenadora da Casinha Ocupação Cultural, Patrícia Helena Costa, destacou que o espaço reúne atualmente mais de 50 artistas de diferentes linguagens, como música, dança, artes visuais e esportes, com foco no fortalecimento da economia criativa e na profissionalização de novos talentos.
A Casinha também tem se tornado referência para jovens artistas da periferia, oferecendo oportunidades de formação e visibilidade. Um dos exemplos é a artista Magda Carolina, conhecida como Mag, que encontrou no hip-hop uma forma de expressão e desenvolvimento artístico. Segundo ela, o espaço contribui para o aprendizado e o resgate social por meio da arte urbana.

Local sediará atividades artísticas com gestão compartilhada/Foto: Reprodução
De acordo com a coordenação, o local já recebeu artistas de outros estados e até de fora do país, além de abrigar coletivos culturais como a Tropa Mamulungu e a Majurada Briga Esperança. Durante a entrega, o presidente da FEM, Minoru Kinpara, ressaltou o apoio do governador Gladson Camelí às políticas culturais e explicou que a proposta é manter uma gestão compartilhada do espaço, garantindo a continuidade das atividades e o atendimento às demandas da comunidade cultural.
