NÂș 2 do chavismo pede calma ao povo venezuelano apĂłs ataques dos EUA

Por AgĂȘncia Brasil 03/01/2026 Ă s 13:03


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O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, publicou um vĂ­deo no inĂ­cio da manhĂŁ deste sĂĄbado (3) cercado de militares armados pedindo calma e tranquilidade ao povo do paĂ­s. Cabello Ă© considerado o segundo polĂ­tico mais influente da Venezuela, depois do presidente NicolĂĄs Maduro.  NÂș 2 do chavismo pede calma ao povo venezuelano apĂłs ataques dos EUANÂș 2 do chavismo pede calma ao povo venezuelano apĂłs ataques dos EUA

“Apelamos Ă  calma entre o nosso povo. Confiem na liderança do alto comando polĂ­tico e militar, na situação que enfrentamos. Mantenham a calma, nĂŁo deixem ninguĂ©m sucumbir ao desespero, nĂŁo deixem ninguĂ©m facilitar as coisas para o inimigo invasor, o inimigo terrorista que nos atacou covardemente”, afirmou Cabello.

NotĂ­cias relacionadas:

O vĂ­deo, gravado antes do amanhecer, foi realizado apĂłs o ataque dos Estados Unidos Ă  Venezuela e do suposto sequestro do presidente Nicolas Maduro por militares estadunidenses. A vice-presidente do paĂ­s, Delcy Rodrigues, pediu que os EUA dessem prova da vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Diosdado Cabello acrescentou que os bombardeios atingiram ĂĄreas civis e que o paĂ­s “sabe o que fazer”.

“Aqui temos um povo organizado, um povo que sabe o que tem que fazer. Esperamos que o mundo se manifeste contra este ataque, ou vocĂȘs, organizaçÔes mundiais, organismos globais, reconhecerĂŁo publicamente sua cumplicidade neste ataque invasor? Diante do assassinato de civis, das bombas caindo sobre prĂ©dios, sobre lugares habitados por civis”, completou o ministro chavista.

Cabello classificou o ataque de “criminoso” e “covarde” e afirmou ainda que o país está em completa calma após os bombardeios dos EUA, mas admitiu que o governo Trump teve uma vitória “parcial”.

“O país está completamente calmo. O que eles tentaram fazer com as bombas e mísseis que lançaram, só conseguiram parcialmente. E digo parcialmente porque esperavam que o povo talvez se revoltasse, agisse com covardia. Aqui não há covardes”, afirmou.

Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episĂłdio de intervençÔes diretas de Washington na AmĂ©rica Latina. A Ășltima vez que os EUA invadiram um paĂ­s latino-americano foi em 1989, no PanamĂĄ, quando os militares norte-americanos sequestraram o entĂŁo presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotrĂĄfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em trĂĄfico internacional de drogas questionam a existĂȘncia desse cartel.

O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhÔes por informaçÔes que levassem a prisão de Maduro.

Para crĂ­ticos, a ação Ă© uma medida geopolĂ­tica para afastar a Venezuela de adversĂĄrios globais dos Estados Unidos, como China e RĂșssia, alĂ©m de exercer maior controle sobre o petrĂłleo do paĂ­s, que Ă© dono das maiores reservas de Ăłleo comprovadas do planeta.

 

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