O senador Márcio Bittar criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar o veto presidencial ao projeto que tratava da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Segundo o parlamentar, a decisão penaliza pessoas que, em sua avaliação, não cometeram crimes, ao mesmo tempo em que o governo federal mantém relações com regimes autoritários no exterior.

Bittar citou diretamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a quem classificou como ditador/Foto: Reprodução
“O Lula condena inocentes e se alia a ditadores sanguinários. Pessoas que estão pagando por um crime que não cometeram, ao mesmo tempo que ele se alia aos ditadores mais sanguinários do mundo”, afirmou.
Durante a declaração, Bittar citou diretamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a quem classificou como ditador, e acusou Lula de apoiar politicamente o regime venezuelano.
“O Lula ajudou a fazer a campanha do Maduro, um ditador sanguinário, que caçou opositores, prendeu opositores, matou opositores e protege um cartel de drogas”, declarou.
O senador também questionou o reconhecimento internacional do governo venezuelano e afirmou que Maduro não responderia judicialmente em seu país de origem.
“Nem a eleição do Maduro foi reconhecida sequer pelo Brasil. Maduro é um criminoso que agora vai pagar na Justiça norte-americana o que não pagaria na Venezuela”, disse, ao mencionar ainda a libertação recente de presos políticos no país vizinho.
Ao abordar o cenário político nacional, Márcio Bittar criticou manifestações promovidas por grupos de esquerda e afirmou que há uma discrepância entre a narrativa divulgada e a adesão popular a esses atos.
“Sempre vai me espantar, não a militância de esquerda, porque isso já está robotizado, mas pessoas que não estão ligadas a nenhuma militância caírem nessa narrativa”, afirmou.
Como exemplo, o senador citou eventos realizados em Rio Branco, alegando que a participação popular seria inferior ao divulgado.“Eventos que a esquerda faz têm mais nome de entidade do que militante.”, declarou.
Bittar também avaliou que, apesar de considerar o povo brasileiro majoritariamente conservador, a esquerda mantém maior organização política.
“O povo brasileiro é conservador e de direita, mas a esquerda é mais organizada e mais militante”, afirmou.
Por fim, o senador demonstrou otimismo quanto ao futuro político do país e da América do Sul, afirmando que acredita em uma mudança de rumos ainda neste ano.
“Uma hora nós recuperaremos o Brasil. Já recuperamos a Argentina, recuperamos o Chile, recuperamos o Equador. Agora vamos recuperar a Venezuela e esse ano vamos recuperar o Brasil”, concluiu.
