Prejuízo! Cheia de rio destrói mais de 10 mil pés de banana em lavoura indígena no Acre

Transbordamentos recorrentes atingem produção agrícola e segurança alimentar

As perdas provocadas pela cheia do rio Envira já causam impactos severos à segurança alimentar de comunidades indígenas e ribeirinhas em Feijó. Na Aldeia Paroá Central, onde vivem indígenas da etnia Huni Kuin, mais de 10 mil pés de banana foram destruídos, comprometendo a principal fonte de subsistência das famílias e ampliando a situação de vulnerabilidade na zona rural do município.

Diante do cenário de prejuízos, a Prefeitura de Feijó, por meio da Defesa Civil Municipal, realizou nesta sexta-feira (16) a entrega de ajuda humanitária às comunidades atingidas. A ação foi motivada pelo transbordamento recorrente do rio Envira, que ultrapassou a cota de inundação em três ocasiões nos últimos dois meses, afetando diretamente áreas de produção agrícola.

Transbordamentos recorrentes atingem produção agrícola e segurança alimentar/Foto: Reprodução

Segundo a coordenação da Defesa Civil, cerca de 400 pessoas que vivem nas proximidades do rio foram impactadas pelas enchentes. Muitas aldeias registraram perda total das lavouras de banana, cultura essencial para alimentação e geração de renda. Para amenizar os danos imediatos, foram encaminhadas aproximadamente uma tonelada e meia de alimentos, além de água mineral, às famílias afetadas.

Além da Aldeia Paroá Central, outras comunidades indígenas da região também receberam apoio emergencial. O transbordamento do rio não comprometeu apenas a produção agrícola, mas também a rotina das famílias, que enfrentam dificuldades para manter o abastecimento básico enquanto o nível do manancial permanece elevado.

A cheia do rio Envira também avança sobre a zona urbana de Feijó. Em menos de uma semana, o rio transbordou duas vezes, deixando duas famílias desabrigadas e atingindo mais de 150 famílias em bairros localizados em áreas mais baixas, além de moradores ribeirinhos. O cenário aumenta a pressão sobre os serviços de assistência e reforça o estado de alerta no município.

As equipes da Defesa Civil Municipal e do Corpo de Bombeiros seguem monitorando o nível do rio de forma permanente, mantendo atendimento contínuo às famílias afetadas. A previsão de novas chuvas para os próximos dias mantém os órgãos em prontidão, diante do risco de novos alagamentos tanto na zona urbana quanto na zona rural.

Conforme boletim divulgado ao meio-dia desta sexta-feira (16), o rio Envira atingiu 12,19 metros, permanecendo acima da cota de transbordamento, estabelecida em 12 metros. A nova elevação confirma a persistência da cheia e reforça a preocupação das autoridades com a possibilidade de novos prejuízos e deslocamentos de famílias em Feijó.

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