Um vĂdeo exclusivo obtido pelo portal MetrĂłpoles, mostra Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, orientando adolescentes a praticar agressĂ”es fĂsicas como parte de uma espĂ©cie de âescola de torturaâ associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele Ă© apontado como namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa recentemente em SĂŁo Paulo sob suspeita de envolvimento com a facção criminosa.
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As imagens foram registradas em um conjunto habitacional popular no bairro Vila Jardim, na Zona Oeste de Boa Vista (RR). No vĂdeo, adolescentes aparecem agredindo outros jovens com pedaços de madeira, enquanto Jardel acompanha a cena, incentiva a violĂȘncia e dĂĄ instruçÔes diretas, como ordens para que as agressĂ”es sejam mais intensas. As autoridades conseguiram identificĂĄ-lo por meio de tatuagens visĂveis.
De acordo com investigadores, o material indica que os adolescentes estariam sendo treinados para atuar no chamado âtribunal do crimeâ, mecanismo usado pelo PCC para aplicar puniçÔes violentas contra pessoas acusadas de descumprir regras impostas pela facção em ĂĄreas sob seu domĂnio.
Conhecido tambĂ©m pelos apelidos âDedelâ, âVrau Nelasâ e âAmericanoâ, Jardel jĂĄ havia sido preso em junho de 2021 durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, suspeito de trĂĄfico de drogas. Na ocasiĂŁo, foram apreendidos entorpecentes e outros materiais ligados Ă atividade criminosa.
InvestigaçÔes conduzidas pela PolĂcia Federal apontam ainda que Jardel e outros integrantes do grupo estariam pressionando lideranças do PCC para ampliar açÔes violentas em Roraima. Entre os planos investigados estĂŁo ataques contra autoridades do JudiciĂĄrio, do sistema prisional e das forças de segurança, alĂ©m da oferta de armas para fortalecer açÔes criminosas na regiĂŁo.
O caso ganhou maior repercussĂŁo apĂłs a confirmação de que Jardel compareceu Ă cerimĂŽnia de posse da delegada Layla Lima Ayub, realizada em dezembro de 2025, em um evento oficial da PolĂcia Civil de SĂŁo Paulo. Segundo apuraçÔes do MinistĂ©rio PĂșblico, a delegada mantinha relaçÔes pessoais e profissionais com integrantes da facção e Ă© investigada por atuar de forma irregular como advogada em audiĂȘncias de custĂłdia, mesmo jĂĄ exercendo função policial.
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