Cemaden alerta para alto risco de inundação com avanço da cheia do Rio Acre; saiba mais

Na capital acreana, o avanço das águas já alcançou 20 bairros, impactando diretamente 521 famílias

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê, para este domingo (18), alta possibilidade de inundação gradual em áreas ribeirinhas do Acre, especialmente ao longo do Rio Acre e de seus afluentes. O alerta hidrológico também inclui o estado do Amazonas, em razão da propagação da onda de cheia na região Norte.

De acordo com o boletim, o cenário é considerado crítico porque o nível do Rio Acre já ultrapassou a cota de alerta em alguns municípios e, em Rio Branco, atingiu a cota de transbordo, aumentando significativamente o risco de alagamentos em áreas urbanas e rurais. A elevação contínua do rio amplia a possibilidade de novos bairros serem afetados nos próximos dias.

Rio Acre atingiu os 14,31 metros nese sábado (17) | Foto: Secom/Prefeitura

Na capital acreana, o avanço das águas já alcançou 20 bairros, impactando diretamente 521 famílias. A estimativa é de que 1.823 pessoas estejam enfrentando transtornos causados por casas alagadas, interrupção de serviços essenciais e a necessidade de deixar as residências. As áreas mais críticas no momento são os bairros Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa e Ayrton Senna, onde as equipes de resposta intensificam as ações de monitoramento e assistência.

Para atender as famílias desalojadas, a Prefeitura de Rio Branco mantém um abrigo emergencial em funcionamento no Parque Wildy Viana. Atualmente, quatro famílias, totalizando 11 pessoas, estão acolhidas no local, além de três animais domésticos, recebendo apoio enquanto a situação não permite o retorno seguro às moradias.

Como medida preventiva, a Defesa Civil atua em parceria com a concessionária Energisa na realização de vistorias em 12 bairros, com o objetivo de identificar riscos na rede elétrica. Em áreas onde a água já alcança postes e instalações, são feitos desligamentos preventivos para evitar acidentes com a população.

Os impactos da cheia também atingem a zona rural. Pelo menos 14 comunidades rurais já registram problemas e seguem sob monitoramento constante, uma vez que a elevação do nível do rio pode comprometer o acesso às localidades, a produção agrícola e o deslocamento dos moradores.

 

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