Vídeo mostra onda de lixo invadindo praia e expõe impacto do plástico nos oceanos

Registro feito em São Conrado reacende debate sobre poluição marinha e mobilização ambiental no Brasil

Um vídeo que voltou a circular nas redes sociais mostra uma cena impactante registrada na Praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, onde uma grande quantidade de garrafas PET e outros resíduos é levada por uma onda até a faixa de areia e, em seguida, arrastada de volta ao mar. As imagens reforçam a dimensão da poluição plástica nos oceanos e voltaram a gerar debate sobre responsabilidade ambiental.

As imagens reforçam a dimensão da poluição plástica nos oceanos e voltaram a gerar debate sobre responsabilidade ambiental./Foto: Instagram

No vídeo, aparece o presidente do Instituto Mar Urbano, Ricardo Gomes, que relembra o momento em que fez o registro, em janeiro de 2021, após dois dias seguidos de chuva intensa. Segundo ele, a intenção inicial era mostrar o encontro das águas pluviais e dos rios com o oceano, quando foi surpreendido pela quantidade de lixo trazida pelo mar. “Quando eu falei gritando, eu me viro, um tsunami de plástico. Uma onda com mais de 500 garrafas PETs”, relatou.

Ricardo conta que a onda de resíduos bateu no calçadão e retornou ao oceano, simbolizando, segundo ele, um “recado” do próprio mar sobre os impactos causados pela ação humana. O episódio deu origem ao movimento Pare o Tsunami de Plástico, que passou a reunir organizações da sociedade civil em defesa da redução do uso de plásticos descartáveis no país.

De acordo com dados citados pelo Instituto Mar Urbano, o Brasil despeja cerca de 1,3 milhão de toneladas de plástico no oceano por ano, ocupando a oitava posição no ranking global de poluição plástica. Atualmente, o movimento reúne mais de 80 organizações e soma mais de 95 mil assinaturas de apoio.

A mobilização defende a aprovação do PL 2524/2022, que propõe reduzir a produção de plástico descartável no Brasil. O projeto segue parado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, aguardando parecer do relator. Para Ricardo Gomes, o controle da produção é parte essencial da solução. “A solução é controlar a produção, parar de produzir o plástico descartável sem circulabilidade”, afirmou no vídeo.

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