Crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA), a partir de 7 anos de idade, já podem participar de atividades esportivas gratuitas oferecidas por meio de uma parceria entre a AFAC, a APAE e o programa Teativo. A iniciativa busca promover inclusão, saúde e qualidade de vida por meio do esporte.

Parceria entre AFAC, APAE e programa federal Teativo oferece atividades de capoeira, futsal e atletismo com foco em inclusão, saúde e desenvolvimento/Foto: Reprodução
As aulas acontecem em diferentes dias e horários, com atividades realizadas na sede da APAE e também na UFAC, envolvendo práticas adaptadas às necessidades do público atendido.
Modalidades e horários
Na APAE, são ofertadas as seguintes atividades:
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Capoeira
Terças e quintas-feiras-
Das 8h30 às 9h30
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Das 14h às 15h
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Futsal
Segundas e quartas-feiras-
Das 8h às 9h
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Das 14h às 15h
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Já o atletismo é realizado na UFAC, às terças e quintas-feiras, das 16h às 17h.
Os interessados devem procurar Socorro RH ou o coordenador-geral do programa Teativo, Willkson, pelo telefone (68) 99969-2698, para obter mais informações e realizar a inscrição.
Importância da atividade física no autismo
Especialistas destacam que a atividade física envolve o movimento corporal aliado à interação com o ambiente e com outras pessoas, enquanto o exercício físico é planejado com objetivos específicos, como melhora da musculatura, flexibilidade e equilíbrio. Para crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, a recomendação geral é de pelo menos 60 minutos diários de atividade aeróbica, com intensidade moderada a vigorosa.
No caso do autismo, é comum a presença de alguns desafios motores, como atraso no desenvolvimento, dificuldades de equilíbrio, alterações na marcha, hipotonia e limitações na coordenação motora fina e grossa. Esses aspectos podem ser trabalhados em terapias como fisioterapia e terapia ocupacional, sendo potencializados pela prática esportiva regular.
Além dos benefícios físicos, o esporte contribui para o desenvolvimento cognitivo, melhora da atenção e concentração, fortalecimento da autoestima e maior autonomia. A vivência esportiva também favorece a socialização, oferecendo um ambiente estruturado, com regras claras e comunicação direta — características que costumam proporcionar maior conforto e segurança para pessoas autistas.
A iniciativa reforça o papel do esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento integral, ampliando oportunidades para crianças e adolescentes com TEA no estado.
