Em meio ao silêncio do PL, Bocalom tem sido cortejado por partidos nanicos

Ao afirmar que respeitaria Bittar mesmo se ele não o apoiasse nessa disputa ao Governo, Bocalom deu um recado indireto a todos

Bocalom está mais convencido do que nunca a respeito de sua pré-candidatura ao Governo em 2026. A grande questão é se o Partido Liberal (PL), liderado no Acre pelo senador Márcio Bittar, vai bancá-la, sob o risco de perder o apoio do Governo à sua reeleição, já que Mailza é a pré-candidata do grupo que está no comando do Palácio Rio Branco. Também é o nome apoiado pelo governador Gladson Camelí.

Prefeito Tião Bocalom/Foto: Reprodução

Bittar em silêncio

O prefeito de Rio Branco não esperou um aval do PL e, na semana passada, lançou sua pré-candidatura, apostando que o partido vai abraçar seu projeto. O senador Márcio Bittar até agora não se pronunciou, não responde às mensagens ao ser questionado sobre o assunto e não atende ao telefone.

Tião Bocalom e Bittar abraçados/Foto: Reprodução

O silêncio também ecoa pela executiva estadual e nacional do partido.

Em outro momento, o senador afirmou que a prioridade da sigla é a sua reeleição.

Bocalom tem fé que os números vão mudar o cenário

No dia do anúncio da pré-candidatura, Bocalom disse que os números das pesquisas eleitorais vão mostrar a importância de o PL ter um candidato próprio ao governo e que a candidatura de Bittar à reeleição seria fortalecida por esse motivo. Não sei não…

Será candidato com ou sem o PL

Ao afirmar que respeitaria Bittar mesmo se ele não o apoiasse nessa disputa ao Governo, Bocalom deu um recado indireto a todos: será candidato com ou sem o PL.

“Estou no PL e serei candidato pelo PL”, disse o prefeito.

Mas não é por aí a coisa, velho Boca. Tem liderança forte ligada ao governador com a certeza de que Bittar e o PL não vão abençoar o desejo de Bocalom para não perder o apoio de Gladson e do Governo.

Bocalom anunciou pré-candidatura na última segunda-feira (19)/Foto: ContilNet

Se tu não quer, tem quem queira

Mesmo não querendo, de início, Bocalom pode ir para outro partido se não tiver o aval do PL. Fontes do grupo do prefeito afirmam que pelo menos dois partidos nanicos já deram um recado a ele: “Estamos de braços abertos”.

Um desses partidos seria o PSDB, de acordo com a liderança. O anúncio parece ter agradado vários membros, mas desagradado uma figura importante do ninho tucano, que pode até procurar outro partido, caso Bocalom ingresse na sigla. Isso vai dar pano pra manga!

Outro partido também interessado no nome do prefeito seria o Podemos.

Tem problemas aí

Existem alguns problemas aqui, por conta de dois fatos principais: o PSDB tem como forte liderança o presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara; e o Podemos tem como presidente o secretário de Esportes de Gladson, Ney Amorim.

Ambos os gestores, consequentemente, fazem parte do grupo de apoio à Mailza — ou deveriam, pela lógica. A conta parece não fechar, mas teremos espaço para desdobrar isso e questionar as lideranças.

Não dá pra questionar a força de Bocalom

O prefeito tem crescido nas pesquisas, e isso é inegável. Seria relevante, no mínimo, para um desses partidos ter Bocalom como pré-candidato à Prefeitura. Isso fortalece as chapas. Mas há que ser considerada uma gama de fatores, pelos dois lados.

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