Os casos de HIV em gestantes no Acre caíram mais de 50% em 2025, de acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, na edição de dezembro de 2025. O número de notificações no estado passou de 13 casos em 2024 para seis em 2025, o equivalente a uma 53,85%.
Os dados integram o sistema nacional de monitoramento e refletem os impactos das estratégias de testagem precoce, acompanhamento no pré-natal e início oportuno do tratamento, medidas consideradas fundamentais para impedir a transmissão do HIV da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.
A queda ocorre em meio a um cenário que ainda exige atenção. Entre 2014 e 2024, o Acre esteve entre as quatro unidades da federação que registraram aumento na taxa de mortalidade por aids, com crescimento de 34,8%, enquanto o Brasil apresentou uma redução de 37% no mesmo período. No último ano analisado nacionalmente, a taxa de mortalidade caiu 12,8%, passando de 3,9 para 3,4 óbitos por 100 mil habitantes.
Além da redução entre gestantes, o Acre também apresentou estabilidade nos casos de crianças expostas ao HIV, com 13 registros em 2025, número ligeiramente inferior aos 14 casos contabilizados em 2024. O estado não registrou casos de aids em crianças menores de cinco anos nos dois últimos anos analisados.
No panorama geral, o Acre contabilizou 255 casos de HIV em 2024 e 157 em 2025, indicando queda no número absoluto de notificações. Ainda assim, a taxa de detecção de HIV em 2024 foi de 18,2 casos por 100 mil habitantes, considerada elevada em relação à média nacional.
Já os casos de aids somaram 129 registros em 2024 e 83 em 2025, com taxa de detecção de 14,6 casos por 100 mil habitantes. No ranking nacional, o Acre ocupa a 18ª posição entre as unidades federativas, considerando o índice acumulado de detecção e mortalidade no período de 2020 a 2024.

