Uma ocorrĂȘncia registrada na madrugada dessa sexta-feira (23/1) em Sentinela do Sul, no Sul do Rio Grande do Sul, terminou de forma inusitada e abriu apuração interna na Brigada Militar.
A polĂcia foi acionada por uma moradora que relatou uma suposta tentativa de invasĂŁo Ă sua residĂȘncia e pediu atendimento imediato.
A guarnição foi até o endereço indicado e realizou buscas no påtio e nas imediaçÔes da casa. Nenhum sinal de arrombamento foi encontrado, tampouco a presença de qualquer pessoa suspeita no local.
Durante o atendimento, os policiais solicitaram que a mulher e o filho descrevessem quem estaria tentando entrar no imĂłvel.
A resposta surpreendeu a equipe. Segundo a moradora, o responsĂĄvel seria um âlobisomemâ. O filho, que Ă© cego, confirmou a versĂŁo e afirmou que a figura os persegue hĂĄ anos.
Diante da ausĂȘncia de indĂcios materiais de crime e da descrição apresentada, os agentes encerraram a ocorrĂȘncia apĂłs orientar a famĂlia.
No boletim de atendimento, os policiais registraram que nĂŁo havia qualquer indivĂduo no local.
âPor se tratar de uma criatura folclĂłrica, foi dito Ă s partes solicitantes que, nĂŁo havendo nenhum indivĂduo no local, seja ele humano ou licantropo, a averiguação seria encerradaâ, diz o registro.
A forma como o registro foi redigido, no entanto, chamou atenção da corporação. Que também conta com o seguinte trecho:
âComo nĂŁo dispomos do lendĂĄrio caçador de monstros Van Helsing, pouco poderĂamos fazer alĂ©m da averiguaçãoâ.
O Comando Regional de PolĂcia Militar do Centro-Sul informou que instaurou apuração para analisar o conteĂșdo do boletim, por considerar que foram utilizadas expressĂ”es incompatĂveis com os valores e a conduta esperada de policiais militares.

