Ato liderado por Nikolas Ferreira termina com 89 pessoas socorridas após frio intenso e tempestade

Manifestantes sofreram hipotermia, ferimentos e choques após raio durante chuva

O ato político liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira deixou 89 pessoas socorridas pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) na tarde deste domingo (25/1), na Praça do Cruzeiro, região do Sudoeste, em Brasília. A maioria dos atendimentos ocorreu devido a quadros de hipotermia, provocados pela combinação de chuva intensa, vento forte e baixa temperatura.

Reprodução/Redes Sociais

Segundo o capitão Robson Santos, oficial responsável pela operação, além da hipotermia, também houve atendimentos por torções, quedas e ferimentos causados por descarga elétrica, após a queda de um raio no local.

“Tivemos situações de torção, mas a maioria foi quadro de hipotermia devido à temperatura. Estava muito frio e utilizamos mantas térmicas. Outros foram socorridos por conta do raio”, explicou o capitão.

Raio atinge guindaste e fere manifestantes

Durante a chegada dos participantes ao ponto final do ato, um raio atingiu um guindaste instalado na praça. A descarga elétrica se espalhou pelo solo e atingiu diversas pessoas que estavam próximas ao equipamento.

De acordo com o Corpo de Bombeiros:

  • 89 pessoas foram atendidas no local;

  • 47 foram transportadas para unidades de saúde públicas do DF;

  • 11 necessitaram de cuidados médicos mais intensivos após o raio;

  • 27 deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF);

  • 14 foram atendidas no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

Os dados foram consolidados até as 18h pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Não há registro de mortes. Parte dos feridos também buscou atendimento em hospitais privados.

“Eu vi a morte”, relata manifestante

A servidora pública Mônica Vidal, de 45 anos, foi uma das atingidas pela descarga elétrica. Ela contou que perdeu os movimentos após o impacto.

“Eu vi o raio como se fosse uma explosão. Todo mundo caiu. Meu braço envergou, fiquei dura e caí para trás. Só pensei em tirar meu marido da água”, relatou.

O marido dela, Antônio Silva, de 39 anos, também foi atingido, na região do abdômen.

“Achei que fosse uma bomba por causa do clarão. Quando tentei levantar, parecia que tinha passado uma faca em mim. Eu vi o chão se abrir. Eu vi a morte”, disse.

O casal foi atendido no HRAN e liberado após avaliação médica.

Manifestação seguiu mesmo sob mau tempo

Mesmo com chuva intensa, ventos fortes e queda de temperatura, os manifestantes seguiram os últimos quilômetros da caminhada até a área central de Brasília. As equipes de resgate permaneceram mobilizadas durante todo o evento para atender às ocorrências.


Fonte: Metrópoles
✍️ Redigido por ContilNet

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