O governo da Índia confirmou um novo surto do vírus Nipah, considerado altamente letal e monitorado como patógeno prioritário por autoridades internacionais de saúde. Até o momento, cinco pessoas testaram positivo, todas em tratamento na cidade de Calcutá. Um dos pacientes encontra-se em estado grave, segundo informações oficiais.
Como medida de contenção, mais de 100 pessoas foram colocadas em quarentena, incluindo contatos próximos dos infectados. Entre os casos confirmados, há profissionais de saúde que atenderam pacientes contaminados, o que acendeu um alerta adicional sobre a possibilidade de transmissão em ambiente hospitalar.

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O que é o vírus Nipah e por que preocupa
O vírus Nipah circula naturalmente entre morcegos frugívoros e pode ser transmitido aos humanos, principalmente, pelo consumo de alimentos contaminados. Também há registro de transmissão entre pessoas, especialmente em contextos de contato próximo, como cuidados médicos e familiares.
Os sintomas iniciais costumam incluir:
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Febre
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Dor de cabeça
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Dor muscular
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Dor de garganta
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Vômitos
Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sintomas neurológicos. Em quadros mais graves, o paciente pode desenvolver pneumonia atípica, síndrome respiratória aguda e encefalite, com risco de convulsões e coma em 24 a 48 horas.
O período de incubação varia de 4 a 14 dias, mas o vírus pode permanecer no organismo por até 45 dias. A taxa de letalidade é elevada e pode chegar a 75%, dependendo da rapidez do diagnóstico e da estrutura de saúde disponível.
Sem vacina e com risco monitorado
Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico para o vírus Nipah. O manejo dos casos é feito com suporte clínico intensivo, isolamento rigoroso e monitoramento dos contatos.
Por esse motivo, o Nipah é classificado como prioridade global de pesquisa, já que apresenta potencial para causar surtos de grande impacto. Apesar disso, especialistas afirmam que, por enquanto, o vírus permanece concentrado principalmente na Índia e em Bangladesh, e o risco de chegada ao Brasil é considerado baixo neste momento.
As autoridades indianas seguem em vigilância constante para evitar a disseminação do vírus e ampliar o rastreamento de possíveis novos casos.
Fonte: Metrópoles
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