Santa Catarina tem 48 horas para justificar lei que proíbe cotas raciais, diz STF

Corte deu prazo ao estado para explicar norma que veta políticas de ação afirmativa

Gilmar Mendes, ministro do STF, concedeu prazo de 48 horas para o governo de Santa Catarina e a Assembleia Legislativa (Alesc) prestarem esclarecimentos. O questionamento é sobre a Lei nº 19.722/2026, sancionada em 10 de janeiro, que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades estaduais e instituições de ensino privadas com recursos públicos no estado. A medida também extingue a reserva de vagas suplementares e outras ações afirmativas, mantendo-as apenas para pessoas com deficiência, estudantes da rede pública e critérios econômicos.

Corte deu prazo ao estado para explicar norma que veta políticas de ação afirmativa/Foto: Reprodução

Partidos como PT e PSOL, a OAB, a Coalizão Negra por Direitos, a UNE, a CNTI e a Educafro ajuizaram Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) contra a lei. Os autores argumentam que estados não têm competência para restringir direitos fundamentais estabelecidos em âmbito federal pelo Estatuto da Igualdade Racial e pela Lei de Cotas (nº 12.711/2012). O ministro Gilmar Mendes é o relator do tema nas ADIs.

Alma Preta Jornalismo

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