Preso por envolvimento no caso que resultou na morte da corretora Daiane Alves Souza, o filho do sĂndico do condomĂnio onde a vĂtima morava chamou atenção ao publicar um âTBTâ nas redes sociais no mesmo dia em que, segundo a investigação, o crime foi cometido pelo prĂłprio pai.
ApĂłs a prisĂŁo, o conteĂșdo publicado por Maykon Douglas de Oliveira passou a circular em grupos e pĂĄginas nas redes sociais, provocando indignação e revolta. O pai dele, ClĂ©ber Rosa de Oliveira, confessou o assassinato da corretora e foi preso pela PolĂcia Civil de GoiĂĄs.
Nos comentĂĄrios das postagens que repercutiram, internautas reagiram com indignação. âNo mesmo dia em que a mulher foi morta, o cara posta foto como se nĂŁo tivesse feito nadaâ, escreveu um usuĂĄrio.
Antes de ser preso, Maykon mantinha perfis ativos nas redes sociais, onde compartilhava momentos de lazer, viagens e atĂ© anĂșncios de imĂłveis em Caldas Novas (GO).
Segundo a PolĂcia Civil, Maykon foi preso por obstrução das investigaçÔes. A apuração indica que ele teria comprado um celular novo no dia do crime, com o objetivo de substituir o aparelho utilizado pelo pai â conduta interpretada pelos investigadores como tentativa de ocultar provas.

Reprodução/Redes sociais
Entenda a cronologia do desaparecimento
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela Ășltima vez na noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prĂ©dio onde morava para verificar um corte de energia em seu apartamento. ApĂłs isso, nĂŁo houve mais registros da corretora.
Familiares registraram boletim de ocorrĂȘncia e iniciaram buscas em hospitais, UPAs e com amigos, sem sucesso. Dias depois, vĂdeos enviados por uma amiga mostraram Daiane entrando e saindo do elevador enquanto tentava resolver o problema elĂ©trico.
As cĂąmeras de segurança registraram a saĂda da corretora no subsolo. A partir desse momento, nĂŁo houve mais imagens dela atĂ© a localização do corpo.
Confissão e localização da ossada
Confrontado com provas reunidas durante a investigação, Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime e levou os policiais até uma årea de mata, a cerca de 15 quilÎmetros de Caldas Novas. No local, o corpo de Daiane foi encontrado em avançado estado de decomposição.
O sĂndico afirmou que matou a corretora apĂłs uma discussĂŁo no subsolo do prĂ©dio e disse ter agido sozinho. No entanto, imagens de cĂąmeras externas mostram o veĂculo dele deixando o condomĂnio e retornando cerca de 48 minutos depois, com a carroceria aberta, o que contradiz o primeiro depoimento.
Investigação segue sobre o papel do filho
Apesar de ClĂ©ber afirmar que o filho ânĂŁo teve participação no crimeâ, a PolĂcia Civil mantĂ©m Maykon preso e investiga se sua atuação se limitou Ă ocultação de provas ou se houve envolvimento mais amplo.
O porteiro do condomĂnio tambĂ©m foi conduzido coercitivamente apĂłs apresentar divergĂȘncias em seus depoimentos.
Fonte: MetrĂłpoles
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