Casa noturna é fechada pela PM com detenções e estabelecimento denuncia abordagem

Slope Lounge Beer afirma que evento estava regularizado, com alvará em ordem, e classifica fechamento e uso de spray de pimenta como injustos e desnecessários

Uma intervenção da Polícia Militar do Acre em uma casa noturna de Rio Branco, na madrugada deste domingo (1º), terminou com pelo menos três pessoas detidas e provocou tumulto entre frequentadores. A ação ocorreu na Slope Lounge Beer, localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Vila Ivonete, durante a realização do evento “Carna Funk”.

Slope Lounge Beer afirma que evento estava regularizado, com alvará em ordem, e classifica fechamento e uso de spray de pimenta como injustos e desnecessários/Foto: Reprodução

Imagens que circularam nas redes sociais mostram correria, gritos e clientes deixando o local após, segundo relatos, policiais militares utilizarem spray de pimenta para dispersar o público. Os registros também indicam a presença de ao menos quatro viaturas da PM, além do isolamento da entrada do estabelecimento.

Em publicação nas redes sociais, a Slope Lounge Beer afirmou que o evento estava “100% legalizado”, com alvará em ordem, e que havia autorização para funcionamento entre 20h do sábado e 2h do domingo. No comunicado, o estabelecimento classificou a ação como “injusta e desnecessária”, alegando desrespeito com o espaço e os clientes, além de confirmar o uso de spray de pimenta durante o fechamento.

“Mesmo assim, o espaço foi fechado e houve uso de spray de pimenta. Situação injusta e desnecessária. Total desrespeito com o estabelecimento e os clientes”, diz a nota. A casa também pediu desculpas aos clientes e informou que está resolvendo a situação pelos meios legais, afirmando que em breve retomará a programação normal.

Além do episódio na Vila Ivonete, circulam informações extraoficiais de que bares localizados na parte alta de Rio Branco, como Bambo e Liras Bar, também teriam sido fechados durante a madrugada por suposta falta de alvará. No entanto, não há confirmação oficial sobre essas ocorrências.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Acre para obter esclarecimentos sobre a operação e possíveis fiscalizações em outros estabelecimentos, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações das autoridades e dos envolvidos.

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