O vice-prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, não deve ser afastado do Progressistas por infidelidade partidária após anunciar apoio à pré-candidatura do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL).
A afirmação foi feita pelo presidente da executiva estadual do PP, o governador Gladson Camelí, em entrevista exclusiva ao ContilNet.
“Não, ele não será afastado. Alysson é um parceiro, e muita coisa ainda tem para acontecer daqui para frente”, disse o governador.
Alysson poderia incorrer em infidelidade partidária porque o Progressistas tem como certa a pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis, que assume o comando do Palácio Rio Branco a partir de abril.
Uma fonte da cúpula do PP, consultada pelo ContilNet, afirmou que o partido não vai criar nenhum desgaste com o atual vice-prefeito de Rio Branco por conta de um eventual segundo turno nas próximas eleições. “A gente precisa ter cuidado ao lidar com essa situação”, afirmou.
O que diz Alysson?
No dia do lançamento da pré-candidatura de Bocalom, Alysson, além de declarar apoio ao projeto do prefeito, falou sobre como deve ficar a relação com o seu partido e com o governador Gladson Camelí.
“Minha relação com o governador sempre foi de muita parceria, lealdade e também humildade. Essa relação não muda. É um momento natural da política, em que podemos caminhar juntos ou em direções diferentes. Tanto na parte administrativa, que ainda tem muito trabalho a ser feito, quanto nas etapas que precisam ser cumpridas, vamos continuar cumprindo todas elas com seriedade e compromisso, na gestão e também politicamente. Eu conheço o prefeito Bocalom e, como já disse, sei do seu compromisso dentro da mesma gestão. Com certeza, não será diferente se ele vier a ser governador do Estado do Acre”, salientou.
À época, Alysson também falou sobre a possibilidade de se afastar do PP para não incorrer em infidelidade partidária.
“Agora é um momento de pré-candidatura. Acho que é natural, tem muita coisa para ocorrer ao longo desse período. As conversas e os diálogos vão acontecer, as alianças e possíveis alianças. No momento certo, eu vou ter também minha posição em relação ao partido. Eu faço parte do Progressistas e não penso em sair, mas vou conversar com o partido e com as lideranças. Por isso, na caminhada da pré-candidatura”, disse.
“Se necessário for, sim. Mais adiante, sabemos que ainda há muito a percorrer até as confirmações das candidaturas e até o período das convenções. Uma vez que isso se esclarecer, aí você pode tomar decisões sobre como se incluir, pensando na legislação eleitoral que prevê tudo isso”, concluiu.



