Mapeamento detalhado dos territórios, imóveis e áreas de atuação das equipes de atendimento básico de saúde da família. Esta é a intenção de uma medida da prefeitura de Rio Branco oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (6). A nova política, inclusive, é voltada à reorganização e ao aprimoramento da Atenção Primária à Saúde (APS).
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Na prática, o novo modelo estabelece critérios técnicos para dividir o município em macroáreas, mesoáreas e microáreas, utilizando imagens de satélite, dados demográficos do IBGE e mapas digitais para atenção básica Foto: Bruna Giovanna/Secom
A iniciativa prevê a implantação permanente do georreferenciamento territorial em toda a rede de atenção básica do município, tanto na zona urbana quanto na rural, e traz mudanças importantes na forma de organização das Unidades de Saúde da Família (USFs) e no trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
Na prática, o novo modelo estabelece critérios técnicos para dividir o município em macroáreas, mesoáreas e microáreas, utilizando imagens de satélite, dados demográficos do IBGE e mapas digitais. A proposta é garantir que 100% do território de Rio Branco esteja mapeado, permitindo uma distribuição mais equilibrada das equipes de saúde conforme o número de domicílios, usuários e o grau de vulnerabilidade social de cada região.
O decreto também define limites mínimos, médios e máximos de moradores e residências que cada agente comunitário poderá acompanhar, com regras diferenciadas para áreas urbanas, rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. Em regiões mais vulneráveis, o número de famílias atendidas por ACS será menor, enquanto áreas com melhor infraestrutura poderão ter uma cobertura maior por profissional.
Outro ponto central da política é a flexibilização para criação de novas unidades de saúde, equipes da Estratégia Saúde da Família (eSF) e alocação de agentes comunitários, especialmente em territórios em expansão urbana ou com grande extensão territorial. A gestão municipal avalia que o novo desenho permitirá mais eficiência no atendimento e melhor planejamento das ações de saúde pública.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ficará responsável pela execução da política e terá até 60 dias para elaborar e divulgar o plano de implementação do georreferenciamento.
