A liberdade do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza está sob ameaça. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) protocolou um pedido na Justiça para anular o livramento condicional concedido ao ex-atleta em janeiro de 2023. O pedido de revogação ganha força logo após o ex-jogador ser flagrado no estádio do Maracanã, acompanhando a partida entre Flamengo e Internacional na última quarta-feira (4/2).
O argumento central do MP não se baseia apenas na presença física no estádio, mas em falhas técnicas graves. O órgão alega que o processo de livramento condicional não foi formalizado corretamente, desrespeitando as exigências da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984). Caso a Justiça acolha o pedido, o goleiro Bruno pode ser obrigado a retornar ao sistema prisional ou enfrentar restrições severas em sua liberdade.

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Condenação e o Caso Eliza Samudio
O ex-goleiro Bruno foi sentenciado em 2013 a 23 anos e um mês de prisão por crimes que chocaram o país: homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Ele foi apontado como o mandante do assassinato da modelo Eliza Samudio, ocorrido em junho de 2010. Até hoje, o corpo da vítima nunca foi localizado.
Após cumprir parte da pena em regime fechado e progredir para o semiaberto em 2018, Bruno obteve o benefício que permitia sua circulação livre sob certas condições. No entanto, o MPRJ contesta a validade jurídica desse ato de 2023, afirmando que irregularidades tornam o benefício inválido.
Próximos passos na Justiça
O processo, que tramita no Rio de Janeiro, agora aguarda uma decisão da Vara de Execuções Penais. A defesa de Bruno ainda deve se manifestar sobre os apontamentos do Ministério Público.
A ida ao Maracanã serviu como um gatilho para que o MP reforçasse a fiscalização sobre o cumprimento da pena do ex-jogador, que é pai de Bruninho, hoje adolescente. Se a nulidade for confirmada, o regime de cumprimento de pena será revisto imediatamente, podendo resultar no recolhimento do ex-atleta.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet
