Padre que debochou da morte de Preta Gil faz acordo com o MPF para evitar ação penal

Sacerdote associou morte de Preta Gil a religiões de matriz africana; acordo prevê multa, doação a quilombolas e retratação pública

O padre Danilo César de Sousa Bezerra, investigado por racismo religioso após declarações feitas durante uma missa transmitida pela internet, firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público Federal para evitar o ajuizamento de uma ação criminal.

Padre que debochou da morte de Preta Gil faz acordo com o MPF para evitar ação penal

Padre que debochou da morte de Preta Gil faz acordo com o MPF para evitar ação penal/Foto: Reprodução

O episódio ocorreu em julho de 2025, quando o sacerdote associou a morte da cantora Preta Gil, vítima de câncer colorretal, à fé da artista em religiões de matriz africana. A fala, considerada discriminatória, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais, levando à retirada do vídeo da missa do ar.

Segundo o MPF, a manifestação do padre teve teor discriminatório e configurou indução ou incitação à discriminação religiosa em um contexto de atividade religiosa destinada ao público. Diante disso, o Ministério propôs o acordo, que foi aceito pelo investigado.

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Entre as condições estabelecidas estão o pagamento de multa, doação de recursos a comunidades quilombolas, participação em um ato ecumênico de retratação pública e o compromisso de não repetir discursos de cunho discriminatório. O acordo também prevê o convite para que familiares de Preta Gil participem do ato de retratação.

Em nota, o MPF destacou que a medida busca responsabilização sem necessidade de ação penal, reforçando o combate ao racismo religioso e a promoção do respeito à diversidade de crenças no país.

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