Uma declaração feita pelo advogado do piloto Pedro Turra, de 19 anos, provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio jurídico nos últimos dias. Em entrevista após a prisão preventiva do jovem, o defensor afirmou que o cliente estaria preso “por ser branco e de classe média”, declaração que gerou críticas imediatas e ampla discussão pública.

Advogado de piloto acusado de matar adolescente diz que cliente foi preso “por ser branco e de classe média”/Foto: Reprodução
Pedro Turra foi preso após ser acusado de agredir violentamente um adolescente de 16 anos, em Vicente Pires, no Distrito Federal. A vítima sofreu ferimentos graves e precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O caso ganhou grande repercussão nacional devido à gravidade das agressões e ao histórico do acusado, que, segundo informações divulgadas, já responderia a outros processos, apesar da pouca idade.
A fala do advogado foi interpretada por muitos como uma tentativa de relativizar a prisão preventiva e transferir a responsabilidade para fatores sociais e raciais, o que gerou reação negativa de internautas, juristas e entidades ligadas aos direitos humanos. Especialistas ressaltaram que decisões judiciais devem se basear em elementos técnicos, como risco à ordem pública e à vítima, e não em critérios de cor da pele ou classe social.
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Diante da repercussão, o próprio advogado voltou a público para se retratar, afirmando que a declaração foi mal interpretada. Segundo ele, a intenção era criticar a exposição midiática do caso e levantar um debate sobre seletividade penal, e não afirmar que a Justiça teria agido de forma discriminatória ou privilegiada.
Até o momento, não há qualquer decisão judicial que indique que a prisão de Pedro Turra tenha ocorrido por motivos raciais ou de classe social. O processo segue em andamento, e as autoridades continuam apurando as circunstâncias da agressão e a responsabilidade do acusado.
