O prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, já é considerado persona non grata no Progressistas, partido que foi eleito deputado estadual, federal e prefeito.
ENTENDA: PP no Acre abre processo disciplinar contra Gerlen Diniz e fala em “traição política”
O PP resolveu abrir um processo disciplinar para apurar alguns posicionamentos de Gerlen que foram considerados incompatíveis com a orientação do partido. O estopim aconteceu nesta quarta-feira (11), quando ele, ao lado do senador Alan Rick e da ex-deputada Mara Rocha, foram acusados de invadir uma obra em Sena Madureira, sem a autorização do Deracre. A presidente da instituição, Sula Ximenes, anunciou que vai levar o caso à Justiça.
Nos últimos meses, o prefeito já vinha demonstrando divergências públicas com decisões do Progressistas. Também deixou claro que não pretende caminhar politicamente com a vice-governadora Mailza Assis na eleição deste ano. Hoje, ele é visto como aliado direto de Alan Rick, adversário do grupo governista. A expulsão do PP é só questão de tempo.
É justamente no Republicanos, partido de Alan Rick, que Gerlen deve recorrer para não ficar sem legenda. O senador, inclusive, depois de toda polêmica após a suposta invasão na obra do Deracre, já convidou o prefeito para se filiar ao partido dele.
“Meu prefeito! O Republicanos e todos os nossos amigos e filiados estão de braços abertos pra você! Venha ser feliz no 10”, escreveu Alan Rick.
O deputado federal Roberto Duarte, também do Republicanos, foi outra liderança que convidou Gerlen para o partido.
“O Republicanos está de portas abertas para receber o prefeito Gerlen Diniz. O convite oficial para se filiar ao Republicanos está feito”, disse.
Além da possível expulsão, uma lista de exonerações de comissionados indicados por Gerlen no governo, já foi publicada no Diário Oficial do Estado. Na política, a infidelidade tem um preço alto.


