O Banco do Brasil informou que uma empresa do setor atacadista deixou de pagar R$ 3,6 bilhões no fim de 2025, elevando o índice de inadimplência da instituição. O valor corresponde a atrasos superiores a 90 dias e provocou impacto direto nos indicadores financeiros do banco.
Com o registro desse calote, a taxa de inadimplência subiu para 5,17%, acima dos 4,51% do trimestre anterior e também superior aos 3,16% verificados no mesmo período do ano passado. Segundo o banco, sem considerar esse caso específico, o índice ficaria em 4,88%.
A instituição classificou o episódio como isolado dentro da carteira de Títulos e Valores Mobiliários e informou que não divulgaria oficialmente o nome da empresa envolvida.
Inicialmente, veículos como Valor Econômico e g1 apontaram que a companhia poderia ser a Braskem. No entanto, a empresa divulgou comunicado negando possuir dívidas em aberto com o Banco do Brasil.
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A taxa de inadimplência é considerada um dos principais termômetros da saúde financeira das instituições, pois mede o risco de não recebimento de valores emprestados.
O caso gerou repercussão no mercado e nas redes sociais, diante do montante elevado concentrado em um único cliente e do impacto nos resultados do banco.
