A participação de Virginia Fonseca em um desfile recente dominou as conversas nas redes sociais. Embora a silhueta da influenciadora seja sempre elogiada, um detalhe específico não passou despercebido: o abdômen aparentemente mais projetado. O volume gerou desde especulações sobre uma nova gravidez até críticas estéticas, mas especialistas alertam que o “estufamento” pode ter causas puramente clínicas e estruturais.
Mãe de três filhos, Virginia lida com as transformações naturais do corpo pós-maternidade. Segundo médicos, o aspecto projetado pode não ter relação com gordura, mas sim com questões musculares ou digestivas.
Diástase Abdominal: A causa mais provável
O cirurgião plástico Marco Cassol explica que a diástase é uma condição recorrente em mulheres que já passaram por gestações. Trata-se do afastamento dos músculos retos do abdômen, o que fragiliza a sustentação da parede abdominal.
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Questão Estrutural: Mesmo em pacientes magras e com rotina de treinos, a diástase faz com que a barriga projete para frente, especialmente após as refeições.
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Fator Genético: Além da gravidez, oscilações de peso e predisposição genética influenciam o grau de afastamento muscular.
Fatores Digestivos e Estresse
Para o gastroenterologista Michel Fernandes, o inchaço visível muitas vezes é funcional e transitório. A rotina intensa de Virginia Fonseca pode impactar diretamente o sistema digestivo.
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Inchaço Intestinal: Excesso de gases, retenção de líquidos e desequilíbrio da microbiota são causas comuns de distensão.
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Cortisol: O médico do esporte Felipe Cesar ressalta que o excesso de exercícios sem o devido descanso eleva o cortisol (hormônio do estresse). Níveis altos favorecem a retenção hídrica e a rigidez muscular, alterando o contorno do abdômen.
O debate sobre o corpo real
O episódio envolvendo Virginia Fonseca reacende a discussão sobre as expectativas irreais em torno dos corpos femininos, especialmente de figuras públicas. Especialistas reforçam que o corpo passa por flutuações hormonais e físicas diárias e que uma avaliação individualizada é sempre necessária antes de qualquer conclusão estética.
Seja por uma questão de diástase, sensibilidade alimentar ou apenas cansaço muscular, o fato é que o corpo humano é dinâmico e reflete o estilo de vida e o histórico de cada indivíduo.
Fonte: Coluna Fábia Oliveira / Metrópoles
Redigido por: ContilNet
