Família transforma adoção em causa e conscientiza sobre síndrome alcoólica fetal no Acre

Segundo Cleisa, o diagnóstico foi também o ponto de partida para a atuação da família na conscientização sobre o tema

O casal contou que decidiu adotar uma criança e recebeu Ana Victoria quando ela tinha apenas nove meses.O casal contou que decidiu adotar uma criança e recebeu Ana Victoria quando ela tinha apenas nove meses.
O casal contou que decidiu adotar uma criança e recebeu Ana Victoria quando ela tinha apenas nove meses | Foto: ContilNet/Orna

A adoção da pequena Ana Victoria mudou a vida do casal Cleisa e Cleiver e deu início a uma luta que hoje vai além da história da família. Durante entrevista concedida na transmissão da terceira noite do Carnaval de Rio Branco, realizada pelo ContilNet, eles falaram sobre a experiência e aproveitaram o momento para alertar a população sobre os riscos do consumo de álcool na gravidez.

O casal contou que decidiu adotar uma criança e recebeu Ana Victoria quando ela tinha apenas nove meses. Na época, sabiam apenas que a menina tinha deficiência, mas ainda não havia diagnóstico definido.

Com o passar do tempo, eles perceberam dificuldades que afetavam diversas áreas do desenvolvimento da criança, como comunicação e mobilidade. Após uma série de consultas e investigações médicas, veio a confirmação de que Ana Victoria tem Síndrome Alcoólica Fetal, condição causada pela exposição ao álcool durante a gestação.

Segundo Cleisa, o diagnóstico foi também o ponto de partida para a atuação da família na conscientização sobre o tema. Ela relatou que, até então, nem ela nem pessoas próximas tinham conhecimento sobre a síndrome.

“Quando a gente adotou a nossa filha, a gente nunca tinha ouvido falar nessa síndrome. E começamos a perceber que os nossos amigos e pessoas próximas também não conheciam”, afirmou.

A mãe destacou que a condição é considerada comum justamente por estar ligada a uma substância socialmente aceita e de fácil acesso. Segundo ela, muitas gestantes não recebem informações adequadas durante o pré-natal.

Cleisa explicou ainda que a família decidiu tornar pública a história ao compreender que a síndrome é totalmente evitável. “Basta a mulher não ingerir nenhuma quantidade de álcool durante a gestação”, disse.

Durante a noite de Carnaval, o casal esteve na praça conversando com foliões e distribuindo informações sobre o tema, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população e evitar novos casos.

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