TV Globo comete gafe e deixa vazar conversa confidencial de escola na Sapucaí

Áudio atribuído ao vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense revelou desespero com logística e críticas a outra agremiação durante transmissão ao vivo

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A transmissão dos desfiles do Grupo Especial na TV Globo foi marcada por um momento inesperado na madrugada desta segunda-feira (16/2). Por um erro técnico, o público pôde ouvir diálogos tensos dos bastidores da Imperatriz Leopoldinense, escola que homenageou Ney Matogrosso. O vazamento expôs a pressão vivida pelos diretores para manter o cronograma da agremiação na avenida.

O áudio é atribuído a João Drumond, vice-presidente da escola de Ramos. O diálogo, captado pelos microfones da emissora, rapidamente viralizou nas redes sociais, com internautas comentando o “climão” gerado pela exposição das críticas internas.

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“Puxa o carro!”: O desespero com o cronograma

Nos trechos vazados pela TV Globo, é possível ouvir Drumond dando ordens diretas para agilizar a movimentação das alegorias, demonstrando preocupação com possíveis buracos ou atrasos no desfile.

  • Ordens Diretas: “Carro! Puxa o carro! Leva o carro aí na frente, leva o carro! Puxa o carro, Felipe!”, gritava o dirigente em um dos momentos de maior tensão.

  • Críticas à Antecessora: Em outro ponto do áudio, Drumond reclama da lentidão da Acadêmicos de Niterói, que desfilou antes da Imperatriz. “A Niterói, mano, ela está parada, não anda, nossos carros estão todos atravancados aqui”, disparou.

  • Soluções Drásticas: O vice-presidente chegou a sugerir medidas extremas para desobstruir a via: “Irmão, reboca, tira, faz o que tiver que fazer, mas tira da frente, não deixa a escola ficar parada”.

Repercussão nas redes sociais

A gafe da TV Globo dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas se divertiram com a “espiadinha” real nos bastidores da Sapucaí, outros criticaram a exposição de conversas que deveriam ser privadas, especialmente em um momento de tanta pressão para os profissionais do Carnaval.

Até o momento, a emissora não se pronunciou oficialmente sobre a falha técnica. O incidente, contudo, serviu para mostrar ao grande público a complexidade e o nervosismo que envolvem a operação de colocar uma escola de samba inteira na avenida sem cometer erros que possam custar o título.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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