Justiça manda para o Batalhão Ambiental advogado acusado de estupro e cárcere

O inquérito do homicídio já foi relatado e enviado à Justiça, com a expectativa de que o Ministério Público

Advogado foi preso dentro do motel
O advogado foi detido no mesmo dia do fato/Foto: O Alto Acre

A Justiça determinou a prisão preventiva do advogado, de 42 anos, após ele ser flagrado em um motel de Rio Branco sob a acusação de estupro e cárcere privado contra um jovem de 18 anos.

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O caso, que ganhou repercussão nesta terça-feira (17) durante audiência de custódia, revela um histórico ainda mais grave: o advogado já era monitorado por tornozeleira eletrônica por ser o principal suspeito de um homicídio ocorrido no mesmo estabelecimento, em julho do ano passado.

A vítima mais recente, um jovem de nacionalidade peruana, conseguiu acionar a Polícia Militar na tarde de segunda-feira (16), relatando que estava sendo mantido contra sua vontade, sob ameaças de morte e sofrendo abusos sexuais.

Com a voz de prisão mantida pelo Judiciário, ele foi encaminhado para o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), onde permanece custodiado devido à sua prerrogativa profissional, uma vez que sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) consta como regular desde 2015.

Paralelamente ao novo crime, o delegado Leonardo Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), relembrou que Aluísio já havia sido indiciado pela morte de David Weverton Matos Araújo. Naquela ocasião, ao ser interrogado sobre o óbito dentro do motel, o advogado apresentou uma versão semelhante à de outros casos recentes na capital, alegando que não possuía recordações sobre o que teria acontecido com a vítima.

O inquérito do homicídio já foi relatado e enviado à Justiça, com a expectativa de que o Ministério Público também tenha formalizado o pedido de prisão por este crime anterior.

A defesa do acusado ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas graves denúncias de abuso e cárcere, nem sobre o indiciamento pelo assassinato ocorrido em 2025.

O caso segue sob investigação rigorosa, agora unindo dois episódios distintos de violência extrema que teriam ocorrido sob a responsabilidade do mesmo autor e no mesmo cenário.

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