Ex-presidente do BRB aguarda para prestar novo depoimento Ă  PF

Por AgĂȘncia Brasil 18/02/2026 Ă s 12:11


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A defesa do ex-presidente do Banco de BrasĂ­lia (BRB), Paulo Henrique Costa, aguarda que a PolĂ­cia Federal (PF) convoque o executivo para um novo depoimento no inquĂ©rito que apura fraudes financeiras envolvendo a instituição pĂșblica e o Banco Master.Ex-presidente do BRB aguarda para prestar novo depoimento Ă  PFEx-presidente do BRB aguarda para prestar novo depoimento Ă  PF

Segundo o advogado Cleber Lopes, o agendamento da oitiva de Costa foi solicitado à delegada federal Janaína Palazzo em 30 de dezembro de 2025, dia em que o ex-presidente do BRB e o banqueiro Daniel Vorcaro foram submetidos à acareação, no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, então relator do inquérito que apura fraudes no Banco Master e a tentativa de compra de ativos do banco de Vorcaro pelo BRB, a acareação é usada para confrontar diferentes versÔes de um fato sob investigação. Toffoli deixou a relatoria do processo na semana passada, sendo substituído pelo ministro André Mendonça.

“ApĂłs a audiĂȘncia realizada no STF, solicitamos Ă  delegada que preside a investigação que fosse designada uma data para o depoimento, jĂĄ que naquela ocasiĂŁo, o objetivo era apenas esclarecer eventuais contradiçÔes”, informou o advogado do executivo, em nota divulgada nesta quarta-feira (18).

“A delegada concordou com isso e estamos apenas esperando que ela marque a data”, afirmou Lopes, negando que o ex-presidente do BRB cogite fazer um acordo de colaboração premiada com a Justiça. De acordo com a defesa, tal hipĂłtese nĂŁo passam de especulaçÔes.

Consultada pela reportagem, a PF ainda nĂŁo se manifestou sobre o assunto.

Costa, Vorcaro e outros acusados foram alvos da chamada Operação Compliance Zero, que a PF deflagrou em novembro de 2025, para investigar a concessĂŁo de crĂ©ditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de BrasĂ­lia (BRB), banco pĂșblico ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigaçÔes, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhĂ”es.

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