Bocalom faz balanço do Carnaval, elogia segurança e volta a descartar Guarda Municipal

Entre os equipamentos, estão câmeras com reconhecimento facial e sistemas de contagem de pessoas

De acordo com o prefeito, foi a primeira vez que a Prefeitura utilizou um sistema capaz de contabilizar, em tempo real, a circulação do público.
De acordo com o prefeito, foi a primeira vez que a Prefeitura utilizou um sistema capaz de contabilizar, em tempo real, a circulação do público | Foto: ContilNet

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apresentou nesta quarta-feira (18) o balanço oficial do Carnaval 2026 na capital acreana e afirmou que a festa foi marcada pela segurança e pelo uso de tecnologia. Segundo ele, mais de 64 mil pessoas passaram pelo evento, número obtido por meio de câmeras inteligentes instaladas no entorno da folia.

De acordo com o prefeito, foi a primeira vez que a Prefeitura utilizou um sistema capaz de contabilizar, em tempo real, a circulação do público. A tecnologia faz parte do projeto Rio Branco Mais Segura e integra o centro de videomonitoramento do município.

Bocalom explicou que cerca de 400 câmeras estão espalhadas pela cidade, sendo aproximadamente 100 instaladas na área do Carnaval. Entre os equipamentos, estão câmeras com reconhecimento facial e sistemas de contagem de pessoas.

Segundo ele, o método garante precisão porque evita duplicidade nos registros. “Se a pessoa passa mais de uma vez na frente da câmera, ela não é contada novamente. Isso permite afirmar que mais de 64 mil pessoas passaram pela festa, mesmo com duas noites coincidindo com jogos”, disse.

Além da segurança, o prefeito destacou que o sistema será utilizado em outras áreas da administração pública,

Além da segurança, o prefeito destacou que o sistema será utilizado em outras áreas da administração pública | Foto: ContilNet

Durante a coletiva, o prefeito voltou a defender que o sistema de videomonitoramento reduz a necessidade de criação de uma guarda municipal, tema que já gerou debates na capital.

Ele afirmou que a gestão optou por investir em tecnologia como estratégia de segurança pública. “O mundo inteiro hoje trabalha com videomonitoramento. Não faz sentido gastar recursos criando uma guarda municipal quando podemos usar tecnologia para prevenir e agir rapidamente”, declarou.

Bocalom também disse que sua posição foi influenciada por conversas com gestores de outras cidades, citando o prefeito de Campinas, que teria relatado não implantar guarda municipal diante do nível de monitoramento já existente.

Além da segurança, o prefeito destacou que o sistema será utilizado em outras áreas da administração pública, como controle do trânsito, acompanhamento de obras, monitoramento ambiental e gestão de serviços urbanos.

Segundo ele, o projeto prevê a instalação de câmeras em escolas, unidades de saúde, áreas de risco e pontos estratégicos da cidade, com acompanhamento permanente a partir do centro de controle municipal.

Bocalom afirmou que a iniciativa faz parte do plano de transformar Rio Branco em uma “cidade inteligente”, com uso ampliado de tecnologia para gestão pública e prestação de serviços.

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