Pessoas que vivem sozinhas e dependem de programas sociais estariam com benefícios suspensos por falta de visita domiciliar realizada pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). A denúncia foi encaminhada à reportagem por usuários da assistência social que relatam dificuldades para regularizar a situação.
Segundo as informações repassadas, quem se cadastrou no Cadastro Único como pessoa que mora sozinha não consegue atualizar os dados apenas comparecendo ao CRAS. Conforme teria sido informado nas unidades, é obrigatória a realização de visita domiciliar para validação das informações.
Ainda de acordo com os relatos, quando o beneficiário declara situação de morador de rua ou pertencente a comunidade indígena, a atualização estaria sendo feita sem a necessidade de visita. Já para quem consta como morador solo no Cadastro Único, o procedimento exigiria obrigatoriamente a verificação presencial.
Há casos de pessoas aguardando há mais de cinco meses pela visita técnica. Os denunciantes afirmam que a demora estaria relacionada à falta de profissionais para executar as visitas, o que tem resultado na suspensão de benefícios de quem depende do auxílio para despesas básicas.
A reportagem entrou em contato com o presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Ivan Francisco Ferreira, que questionou quem seriam as pessoas envolvidas e em quais bairros estariam localizadas as situações relatadas. No entanto, apesar de visualizar a mensagem, não houve retorno sobre os questionamentos referentes à denúncia e às providências adotadas. O espaço segue aberto para manifestação oficial.
