Mpox: médico infectologista do Acre alerta para sintomas da doença e isolamento; confira na íntegra

Médico infectologista Thor Dantas conversou com o ContilNet e falou sobre medidas necessárias para contar avanço da doença

Mpox. Foto: Reprodução

Após Rondônia confirmar quatro casos de Mpox nesta sexta-feira (20), o médico infectologista Thor Dantas fez um alerta à população do Acre sobre os sintomas, formas de transmissão e medidas necessárias para conter a doença.

Ao ContilNet, o médico afirmou que o momento atual exige atenção redobrada, principalmente depois do Carnaval, período marcado pelo contato físico.

De acordo com o médico, a Mpox começa como um quadro febril.

“A Mpox é uma doença que se inicia geralmente com febre, dor de cabeça, dor no corpo e um achado muito importante, que é o aumento dos linfonodos, os gânglios. Esse detalhe ajuda a diferenciar, por exemplo, da varicela, que normalmente não apresenta esse aumento”, explica.

Ele detalha que, após os sintomas iniciais, surgem as lesões cutâneas.

“As lesões começam como pequenas manchas, evoluem para pápulas, depois para vesículas – que são bolinhas com líquido – e, por fim, formam crostas. São lesões dolorosas, às vezes profundas, e podem aparecer na região genital, na face, nas mãos, nos pés e até na mucosa oral”.

Após Rondônia confirmar quatro casos de Mpox nesta sexta-feira (20), o médico infectologista Thor Dantas fez um alerta à população do Acre.

A pessoa é considerada contagiosa desde o início dos sintomas até a queda completa das crostas das lesões”, diz Thor Dantas | Foto: Reprodução

 Doenças que podem confundir

O infectologista ressalta que há diagnósticos diferenciais que podem confundir.

“Herpes simples, sífilis, impetigo e a própria catapora podem gerar dúvida. Por isso é fundamental que o paciente seja avaliado por um profissional de saúde para que o diagnóstico seja feito corretamente”, reitera, acrescentando ainda que um dos pontos mais importante sé o período de transmissibilidade.

“A pessoa é considerada contagiosa desde o início dos sintomas até a queda completa das crostas das lesões, quando a pele nova já se formou. Isso pode levar de duas a quatro semanas. Durante todo esse período, o isolamento domiciliar é essencial.”

Ele reforça que a transmissão ocorre principalmente por contato direto.

“Não é só contato sexual. Qualquer contato físico próximo, inclusive tocar as lesões e depois levar a mão aos olhos, boca ou outras áreas da pele, pode transmitir”, enfatiza.

Também é possível transmissão dentro de casa

“Roupas, toalhas e roupas de cama devem ser de uso exclusivo da pessoa infectada. Tudo deve ser lavado com água e sabão. Talheres e copos não precisam ser descartados, apenas bem higienizados”, explica o profissional da saúde, comentando que, quem teve contato próximo com um caso suspeito, deve observar o surgimento de sintomas por até 21 dias.

“Esse é o período de incubação. Se em 21 dias não aparecerem sintomas, a infecção provavelmente não ocorreu. Mas, se houver febre e lesões na pele, é fundamental procurar atendimento e notificar o serviço de vigilância”, finaliza.

Vigilância está acompanhando

O secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que não descarta a possibilidade de o vírus chegar ao estado. Em entrevista nesta sexta-feira (20), ele destacou que a vigilância está ativa e que o cenário é acompanhado de forma rigorosa.

“Existe, sim, a possibilidade de chegar ao estado, mas é uma doença que, apesar de ter uma repercussão grande, não é altamente infecciosa”, afirmou o gestor.

A proximidade geográfica com o Acre elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias. “A Vigilância Sanitária segue monitorando rigidamente essa situação em todo o Acre”, reforçou o secretário.

Após Rondônia confirmar quatro casos de Mpox nesta sexta-feira (20), o médico infectologista Thor Dantas fez um alerta à população do Acre.

O sintoma mais característico é o surgimento de lesões na pele | Foto: Reprodução

O que é a Mpox?

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, um Orthopoxvirus relacionado à varíola tradicional.

Existem dois grandes grupos genéticos do vírus: o clado I (com subclados Ia e Ib) e o clado II (com subclados IIa e IIb).

O sintoma mais característico é o surgimento de lesões na pele, que passam por diferentes estágios: começam como manchas, evoluem para bolhas com pus e depois formam crostas.

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