Acre tem redução de mais de 70% nos índices de queimadas em 2025, aponta Inpe

O número de queimadas registrado no Acre em 2025 é o menor quantitativo desde 2001

Atuação coordenada do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) foi determinante para antecipar riscos, monitorar áreas sensíveis e garantir respostas rápidas às ocorrências
Atuação coordenada do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) foi determinante para antecipar riscos, monitorar áreas sensíveis e garantir respostas rápidas às ocorrências/Foto: Uêslei Araújo/Sema

O Acre já enfrentou períodos de queimadas intensas, com suspensão de aulas, início de trabalho remoto para grupos sensíveis e medidas rígidas para diminuição das fumaças provocadas por queimadas e incêndios florestais no Estado e fumaças vindas da Bolívia, país vizinho do Brasil.

O governo do Acre, em ação integrada entre diversas secretarias e órgãos, intensificou ações preventivas e de fiscalização, aliados ao planejamento e cooperação com diferentes órgãos, reduziu o número de queimadas em 74,7%, quando comparado com 2024.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre registrou 2.184 focos de incêndios florestais em 2025, enquanto no ano anterior foram registrados 8.658 focos, colocando o estado em 12º lugar no ranking nacional.

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O número registrado em 2025 é o menor quantitativo desde 2001. Em 2025, o Acre ficou atrás do Maranhão (24.300), Pará (18.367), Bahia (12.089), Piauí (11.806), Tocantins (11.548), Mato Grosso (11.061), Minas Gerais (8.716), Ceará (7.852), Goiás (4.878), Amazonas (4.545), São Paulo (2.376) e Pernambuco (2.335). Os dados são do Satélite de Referência Aqua, disponíveis no Inpe.

Dados de queimadas de 2024 e 2025

Dados de queimadas de 2024 e 2025 | Fonte: Inpe

Em 2024 o mês com maior número de focos de incêndios florestais foi em setembro, com 3.855. Neste mesmo mês em 2025 foram registrados 840. Agosto e outubro também registraram números altos em 2024, com 1997 e 1876, respectivamente. Em 2025, os números foram de 517 e 558, nos meses de agosto e outubro, respectivamente.

O governo do Acre, em ação integrada entre diversas secretarias e órgãos, intensificou ações preventivas e de fiscalização

As ações tem como objetivo reduzir as queimadas | Foto: Neto Lucena/Secom

Dentre os municípios, Tarauacá teve 329 focos, representando 15,1% do número total de 2025. Os municípios que menos registraram focos foram Plácido de Castro e Senador Guiomard, com 17 focos cada.

Veja o número dos outros municípios:

  • Feijó – 322 (14,7%)
  • Rio Branco – 246 (11,3%)
  • Brasileia – 153 (7%)
  • Cruzeiro do Sul – 146 (6,7%)
  • Sena Madureira – 145 (6,6%)
  • Xapuri – 125 (5,7%)
  • Rodrigues Alves – 95 (4,3%)
  • Manoel Urbano – 88 (4%)
  • Assis Brasil – 67 (3,1%)
  • Porto Walter – 62 (2,8%)
  • Bujari – 59 (2,7%)
  • Marechal Thaumaturgo – 49 (2,2%)
  • Mâncio Lima – 47 (2,2%)
  • Acrelândia – 45 (2,1%)
  • Capixaba – 44 (2%)
  • Epitaciolândia – 41 (1,9%)
  • Porto Acre – 34 (1,6%)
  • Santa Rosa do Purus – 30 (1,4%)
  • Jordão – 23 (1,1%)

Medidas em 2024

Em 22 de setembro de 2024 a Secretaria de Estado de Educação (SEE) decidiu suspender as aulas em toda a rede estadual de ensino, por conta da fumaça que afeta a saúde dos acreanos. A decisão foi tomada após uma discussão feita pelo Gabinete de Crise, que reúne diversos órgãos e secretarias, durante a seca severa.

Outra medida foi o decreto que liberou os servidores maiores de 60 anos – faixa etária mais suscetível a ser afetada por síndromes respiratórias -, a trabalhar no modo home office. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado em setembro daquele ano.

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