Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados quase 30 anos após acidente aéreo

Famílias decidiram cremar os restos mortais e transformar as cinzas em adubo para o plantio de árvores em parque de Guarulhos

Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados quase 30 anos após acidente aéreo
Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados quase 30 anos após acidente aéreo/Foto: Reprodução

Quase três décadas após o trágico acidente aéreo que vitimou os integrantes da banda Mamonas Assassinas, as famílias decidiram pela exumação dos corpos dos músicos. A medida tem como objetivo a cremação dos restos mortais para que as cinzas sejam transformadas em adubo, utilizado no plantio de árvores em um parque na cidade de Guarulhos, onde os artistas moravam.

O acidente ocorreu em 2 de março de 1996, quando o jato Learjet 25D, prefixo PT-LSD, que transportava o grupo após um show em Brasília, se chocou contra a Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, durante uma tentativa de arremetida. Além de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, também morreram o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

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Fenômeno dos anos 1990, os Mamonas Assassinas conquistaram o país com letras irreverentes como “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”. O primeiro e único álbum, lançado em junho de 1995, vendeu cerca de 1,8 milhão de cópias em apenas oito meses e ultrapassou a marca de 3 milhões ao longo dos anos, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da música nacional.

O velório foi realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, reunindo cerca de 30 mil pessoas. Mais de 100 mil acompanharam o cortejo até o cemitério, onde os integrantes foram sepultados juntos. Agora, quase 30 anos depois, a decisão das famílias busca transformar a memória dos artistas em um símbolo de continuidade, com as cinzas dando origem a árvores plantadas em espaço público.

O Globo

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