Uma comparação entre Brasil, Estados Unidos, Chile e Portugal evidencia diferenças estruturais na forma como os tributos incidem sobre o consumo. Enquanto em parte desses países há um imposto principal concentrado no varejo, no Brasil o preço final incorpora uma soma de tributos aplicados em diferentes etapas da produção e da comercialização.
No Chile, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) padrão é de 19%. Em Portugal, a alíquota padrão chega a 23%. Já nos Estados Unidos, não existe um IVA nacional. O consumo é taxado por impostos estaduais e locais, conhecidos como sales tax, que costumam girar em torno de 7%, variando conforme o estado ou o município.

Comparação internacional mostra que modelo brasileiro concentra diversos tributos ao longo da cadeia, elevando o preço final ao consumidor/ Foto: Reprodução
No Brasil, o cenário é diferente. O valor pago pelo consumidor reflete a incidência de diversos tributos distribuídos ao longo da cadeia produtiva. Isso significa que o percentual associado a determinados produtos não corresponde a um único imposto, mas à soma de cobranças federais, estaduais e municipais.
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Em itens como bebidas, a carga tende a ser ainda mais elevada devido à existência de tributos específicos. Especialistas ressaltam que a comparação internacional ajuda a visualizar o peso dos impostos no bolso do consumidor, mas precisa considerar as diferenças nos modelos de arrecadação e na estrutura tributária de cada país.
