ContilNet apresenta: “As balsas do Iaco”; veja aqui personalidades de Sena que foram a Manacapuru

A folclórica balsa onde os derrotados partem com destino a Manacapuru para ouvirem o choro do peixe surubim ganhou uma nova versão, desta vez para a cidade de Sena Madureira, onde o comando da nau ficou a cargo da segunda colocada, Toinha Vieira, ladeada pelo marido, José Vieira e dos deputados Major Rocha (PSDB) e Nelson Sales (PV), além de outras personalidades conhecidas do Vale do Iaco.

O terceiro colocado na eleição deste ano, o atual prefeito, Mano Rufino (PSB), também conseguiu lotar a balsa dele com aliados de vários segmentos sociais. O jovem Carlos Vale, quarto colocado, ganhou uma canoa só para ele e seguiu atrás das grandes balsas, pedindo uma vaga.

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A tradicional família Sales este ano perdeu as eleições em Sena Madureira e em Rio Branco, onde Nabor Sales, do Partido Verde, também não conseguiu êxito nas urnas. Em Sena, perdeu o deputado Nelson Sales, que foi um dos principais coordenadores da candidatura de Toinha Vieira e ainda seus primos, Professor Hermano e Alex Sales, além do tio, o veterano Raimundo Sales.

Quem criou a “balsa”

A história da balsa foi criada pelo escritor, jornalista, chargista, pintor e advogado Garibaldi “Gari” Brasil. Nesta alegoria, os candidatos derrotados no Acre subiriam em uma balsa para, lentamente, descerem os rios em direção da cidade amazonense de Manacapuru, onde ouviriam o choro do peixe surubim. No trajeto, meditariam sobre a derrota.

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Apesar de criada por Gari, a brincadeira se tornou mais conhecida nas crônicas do também advogado e jornalista Aloísio Maia. A cada ano, à medida que as eleições se aproximavam, surgiam as brincadeiras nos escritos de Aloísio sobre quem iria subir na balsa.

Além disso, virou tradição a criação de charges com os “balseiros”, publicadas em jornais locais. Nas imagens não havia a nominação dos viajantes, com a identificação ficando a cargo do leitor.

Com o tempo, a criação destas charges e a vinculação dos derrotados à meditativa viajem fictícia se tornou generalizada e qualquer eleição, não importando qual, rende uma brincadeira para com os que vão ouvir o choro do surubim.

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