MG tem alerta de risco para novos temporais; 24 morreram após chuvas

Inmet sinaliza "grande perigo" na Zona da Mata e Sul de Minas até sexta-feira; buscas por 47 desaparecidos continuam com auxílio de cães farejadores

Reprodução TV Globo

O estado de Minas Gerais permanece em alerta máximo nesta terça-feira (24/2). Após os temporais devastadores que deixaram um rastro de 24 mortos e dezenas de desaparecidos, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo aviso de “grande perigo” (alerta vermelho). A previsão indica que regiões como a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce e o Sul de Minas podem registrar acumulados superiores a 100 mm por dia.

Em Juiz de Fora, o cenário é de calamidade pública. O Corpo de Bombeiros confirmou 18 mortes no município, enquanto as buscas se concentram em localizar 47 pessoas desaparecidas, sendo 20 delas apenas no bairro Parque Burnier.

Balanço da Tragédia na Zona da Mata

As chuvas de fevereiro de 2026 já entraram para a história como as mais volumosas de Juiz de Fora, atingindo 270% do esperado para o mês.

  • Mortes Confirmadas: 18 em Juiz de Fora e 6 em Ubá (totalizando 24 na região).

  • Desaparecidos: 47 pessoas, com foco em áreas de soterramento na Rua Natalino José de Paula.

  • Desabrigados: Cerca de 440 pessoas perderam suas casas e estão em abrigos municipais.

  • Calamidade: Além de Juiz de Fora, a cidade de Matias Barbosa também decretou estado de calamidade pública nesta terça.

“Situação Extrema”: Medidas da Prefeitura

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), reforçou que a prioridade absoluta é salvar vidas. “É uma situação extrema que permite medidas extremas”, declarou ao autorizar o trabalho remoto para servidores e suspender as aulas em toda a cidade.

Em Ubá, a enxurrada foi tão violenta que arrastou veículos pesados. Entre as vítimas fatais, um homem morreu eletrocutado ao entrar em contato com um fio de alta tensão em uma área alagada. As autoridades pedem que a população evite qualquer deslocamento e monitore sinais de rachaduras em imóveis.

Fonte:  Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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