Fotógrafo registra raro tamanduaí em expedição e emociona com imagens inéditas

Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá

Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá.
Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá/ Foto: André Dib

Um registro considerado raro chamou atenção de pesquisadores e amantes da vida selvagem nesta semana. O fotógrafo e cinegrafista André Dib conseguiu filmar e fotografar um tamanduaí durante uma expedição no Delta do Parnaíba, região que abrange áreas do Piauí e do Maranhão.

O animal, identificado como Cyclopes didactylus, é conhecido por ser o menor tamanduá do mundo. Com cerca de 25 centímetros de comprimento e peso médio de 250 gramas, o mamífero impressiona pelo porte diminuto e pela raridade dos registros em ambiente natural.

Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá.

Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá/ Foto: Adré Dib

Segundo Dib, o encontro ocorreu enquanto acompanhava o pesquisador Alexandre Martins, coordenador do Instituto Tamanduá, em dois dias de trabalho de campo. “É um bicho difícil de se encontrar, mas acompanhando quem estuda a área de vida deles, foi possível realizar o registro”, relatou o fotógrafo.

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O tamanduaí habita áreas de vegetação densa, como manguezais, restingas e matas de cajueiros presentes no Delta. De hábitos noturnos e comportamento solitário, vive principalmente na copa das árvores, o que dificulta ainda mais sua localização.

A equipe liderada por Flávia Miranda, presidente do Instituto Tamanduá e pioneira nos estudos com tamanduás, tatus e preguiças no Brasil, foi responsável pelos primeiros registros da espécie nesse ecossistema específico do Delta do Parnaíba.

Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá.

Espécie pequena e noturna foi registrada no Delta do Parnaíba com apoio do Instituto Tamanduá/ Foto: André Dib

Por ser pequeno e viver em áreas fechadas, o tamanduaí ganhou o apelido de “fantasminha” em algumas regiões. Não raramente, também é confundido com filhotes de Tamandua tetradactyla, o tamanduá-mirim.

O vídeo divulgado por Andre Dib reforça a importância das pesquisas de campo e da conservação dos ecossistemas costeiros e florestais. Além da beleza do registro, a imagem do pequeno mamífero em seu habitat natural reacende o debate sobre a preservação de espécies pouco estudadas e vulneráveis à degradação ambiental.

Veja o vídeo:

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