Pode ou não pode?
O governo de Tião Viana se supera a cada dia. Depois de afirmar publicamente que amostras do açaí de Feijó mostravam contaminação do produto com a presença do agente causador da Doença de Chagas, o secretário Gemil pegou um ‘puxão de orelhas’ e rapidamente convocou uma coletiva para dizer aos acreanos que podem consumir açaí e que o segredo está na higienização na hora de confeccionar o produto.
Nas redes sociais
Nas redes sociais, onde o caso repercutiu primeiro, a secretária de turismo, Raquel Moreira, já havia se manifestado afirmando que a notícia era falsa. A postagem de Raquel ocorreu antes de Gemil emitir nota confirmando a contaminação. Depois tudo foi desfeito e a vida segue para centenas de produtores que dependem do açaí para sobreviver. Mas afinal, quem é que garante a fiscalização da confecção do produto?
Incapacidade gerencial
Justamente o governo, que há cerca de três anos incentivou o plantio de mudas através do Programa Açaí de Feijó, com o discurso de que “vale mais produzir açaí do que boi”. A assistência técnica aplicada parece ter esquecido de um ponto fundamental para a sustentabilidade do negócio: a produção do vinho de açai.
Números não mentem
E como essa equipe de governo adora números: em 2013, quando Lourival andava posando para fotografias debaixo dos pés de açaí, o projeto era de viabilizar uma cadeia produtiva com 400 pessoas. Passados quase quatro anos, segundo o próprio governo, essa rede tem pouco mais de 200 produtores. Tudo que esse governo se propõe a fazer em termos de industrialização é falho.
Torre de Babel
A lambança dos secretários de Tião lembra o episódio bíblico do livro de Gênesis, que conta o aparecimento de diversas línguas na famosa construção da Torre de Babel. Não é a primeira vez que o primeiro escalão do Palácio Rio Branco emite opiniões diferentes para um mesmo assunto. Quem não lembra do debate divergente do comando da segurança pública e o governador Tião Viana sobre a existência ou não do crime organizado no Acre?
Esclarecimento
Em atenção à nota publicada na edição do último sábado (8), na coluna “Pimenta no Reino”, intitulada “Decisão à revelia”, cumpro o dever de informar, a bem da verdade, que o deputado federal Raimundo Angelim (PT) não mais responde pela coordenação da bancada federal do Acre, desde o primeiro semestre do corrente ano.
Assim sendo, desde então, não mais compete ao deputado Angelim a organização, mobilização e mesmo agendamento de reuniões dos membros da bancada de deputados federais e senadores do Estado do Acre, em Brasília.
Outrossim, vale reiterar que durante o período em que esteve à frente da coordenação, o deputado Angelim jamais fez acepção entre seus pares, muito menos os distinguiu por siglas partidárias, sempre primando pelo bem do Acre e dos municípios, o respeito à coletividade e à unidade da bancada na tratativa de assuntos de interesse da população acreana.
Desde já agradeço pela atenção e reposição da informação correta.
Jornalista Lamlid Nobre
Assessora de Comunicação do Deputado Angelim (PT-AC)
Falando grosso
O prefeito Vagner Sales, que já falava grosso e exigia humildade do PSDB para as eleições de 2018, terá que adiar o foguetório e enfrentar na Justiça em mais uma batalha para garantir a diplomação do seu ungido, o prefeito eleito Ilderlei Cordeiro. Agora não se trata apenas de um, mas dois os processos que pedem a impugnação da chapa e envolvem o atual prefeito.
No tapetão
Está confirmado, portanto, o segundo turno nas eleições de Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Acre. Com a ação do Ministério Público contra Ilderlei, Zequinha, Vagner Sales e companhia, a coisa será decidida no famoso tapetão. Façam suas apostas.
Azedou geral
Se for confirmado em todas as instâncias o pedido de cassação da chapa encabeçada por Ilderlei Cordeiro, quem assume a prefeitura é Carla Brito, do PSB, candidata do Palácio Rio Branco. Talvez isso não estivesse nas contas do deputado federal Major Rocha, autor da primeira ação que pode azedar geral as relações entre PSDB e PMDB para 2018.
Em grande estilo
O prefeito eleito Mazinho Serafim (PMDB) já começa a se articular para iniciar sua administração em grande estilo, a partir de janeiro de 2017. Tem pessoas competentes ao seu lado, tem um presidente da República, deputados federais e senadores. Tem tudo para fazer uma boa gestão.
Bom gestor
Por ser um bom gestor na iniciativa privada, Serafim é esperado pela população de Sena como um bom prefeito para administrar o município.
Nada Republicano
Um membro do staff de Tião Viana, que precisa despachar com o senador Gladson Cameli (PP), chegou para um amigo do primeiro escalão e pediu que este formulasse um documento pedindo de autorização do governador para fazer “tal reunião”. Detalhe, em jogo estão recursos públicos de interesse da sociedade já garantidos pelo senador junto aos Ministérios. Não precisa ser nenhum bom historiador para definir tal relação como extremista, de uma gestão autoritária que abusa do poder, procura ter o total controle sobre os direitos das pessoas em proveito da razão de Estado. Pobre Acre.

Governador Tião Viana/Foto: Blog do Josias
Cutucada em Tião
O ex-deputado Marcio Bittar (PSDB), que na semana passada foi atacado pelo colega de partido, deputado Luís Gonzaga, após fazer uma autocrítica da situação de decadência em que vive a sigla tucana no Acre, voltou a cena na manhã desta terça-feira, desta vez no Facebook ao dizer que o governo de Tião Viana “terminou antes de chegar ao meio”.
Desestímulo e medo
Bittar diz que a sociedade está refém de bandidos, o setor produtivo atrofiado, dependente de obras que não existem e a área rural amedrontada e sem estímulo.
Veja a nota de Bittar
SEBASTIÃO VIANA, O GOVERNO QUE JÁ ACABOU
Segundo mandato de Tião Viana terminou antes de chegar ao meio.
Sociedade refém de bandidos, setor produtivo atrofiado dependente de obras que não existem, área rural amedrontada e sem estímulo. Jovens acreanos com futuro comprometido.
Faltam mais 2 anos de mandato de um governo petista que já não representa nenhuma esperança.
