Com “O Morro dos Ventos Uivantes”, releituras de clássicos ganham nova vida; veja lista

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A adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes” chegou aos cinemas em fevereiro sob direção de Emerald Fennell, com Margot Robbie como Catherine Earnshaw e Jacob Elordi como Heathcliff, e rapidamente ultrapassou a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias globais. O filme segue surpreendendo tanto público quanto crítica por sua abordagem ousada e estilizada do clássico romântico gótico de Emily Brontë.

O portal LeoDias separou alguns dos clássicos, tanto na literatura quanto no cinema, que também marcaram o público. Confira!

Veja as fotos

Reprodução: Instagram/@daisyedgarjones
Daisy Edgar-Jones deve protagonizar Elinor em “Razão e Sensibilidade” (2026)Reprodução: Instagram/@daisyedgarjones
Divulgação: Focus Features
“Nosferatu” (2024)Divulgação: Focus Features
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“A Cor Púrpura” (2023)Reprodução: Warner Bros.
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Pôster de “A Lista do Sr. Malcolm”Divulgação: Universal Pictures
Reprodução: Sony Pictures Brasil
“Adoráveis Mulheres” (2019)Reprodução: Sony Pictures Brasil

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“Orgulho e Preconceito” (2026)

O universo de Jane Austen é um dos mais famosos nas telas quando o assunto é clássico adaptado. A nova série “Pride and Prejudice”, prevista para estrear no outono de 2026 na Netflix, transporta para as telas a trama romântica e social do romance clássico, narrando a história de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, dois personagens que navegam entre orgulho, expectativas familiares e convenções sociais na Inglaterra rural do século XIX. A produção foi escrita pela autora e roteirista Dolly Alderton e dirigida pelo britânico Euros Lyn, em seis episódios com elenco que inclui Emma Corrin como Elizabeth, Jack Lowden como Darcy e Olivia Colman como Sra. Bennet. A expectativa da crítica é de uma adaptação fiel e envolvente à obra literária original, com foco em trazer tanto os fãs antigos quanto um novo público à saga romântica que já é um dos maiores ícones da literatura inglesa e que rendeu versões memoráveis no cinema e na TV ao longo das últimas décadas – dentre elas, o sucesso de 2005 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen.

“Razão e Sensibilidade” (2026)

Outro clássico de Austen está marcado para estrear em 11 de setembro deste ano nos Estados Unidos e em 25 de setembro no Reino Unido. Sob a direção de Georgia Oakley e com roteiro da autora Diana Reid, acompanha a história das irmãs Elinor e Marianne Dashwood que, após a morte do pai e a perda da estabilidade financeira, enfrentam desafios amorosos e sociais enquanto tentam preservar a honra e o espírito de sua família em meio às normas rígidas da sociedade inglesa do século XIX. O longa será protagonizado por Daisy Edgar-Jones como Elinor e Esmé Creed-Miles como Marianne, o que tem gerado expectativa da crítica e do público por revisitar com sensibilidade um dos romances mais queridos de Austen. O 250º aniversário da autora foi celebrado no ano passado e reforça o interesse contínuo em adaptações literárias clássicas no cinema contemporâneo.

Bastidores de “Bonequinha de Luxo” (2026)

O novo filme previsto para este ano revisita o clássico “Bonequinha de Luxo”, original de 1961, baseado na novela de Truman Capote. Ele não será uma adaptação tradicional da história de Holly Golightly, mas sim um longa que mergulha nos bastidores e na produção do filme original, contando como a obra icônica foi criada e os desafios enfrentados em sua equipe. A produção está baseada no livro “Fifth Avenue, 5 A.M.: Audrey Hepburn, Breakfast at Tiffany’s and the Dawn of the Modern Woman”, de Sam Wasson, e terá Lily Collins no papel de Audrey Hepburn. Ainda sem título oficial, data de estreia ou diretor confirmado, o projeto já gera debates e expectativas, com fãs reagindo à escolha de Collins e à abordagem do filme. A ideia é oferecer um olhar raro sobre a origem de um dos marcos do cinema romântico e da moda.

“Frankenstein” (2025)

Produzido, escrito e dirigido por Guillermo del Toro e baseado no clássico romance “Frankenstein ou O Prometeu Moderno”, de 1818, da autora Mary Shelley, reinterpreta a história gótica de Victor Frankenstein e sua criatura com uma atmosfera visual rica e temática densa sobre criação, ambição e humanidade. O longa estreou mundialmente no Festival de Veneza e depois em exibição limitada nos cinemas antes de chegar ao catálogo da Netflix. A crítica especializada elogiou aspectos como a fotografia, figurino e performances, mas a maioria ressaltou ritmo arrastado ou variações na fidelidade ao livro. Mesmo assim, o longa se firmou como um dos títulos mais comentados da temporada, acumulando múltiplas indicações ao Oscar 2026, incluindo “Melhor Filme” e “Melhor Roteiro Adaptado”.

“Nosferatu” (2024)

O remake “Nosferatu”, dirigido por Robert Eggers e inspirado no clássico expressionista alemão de 1922 – que dialoga com a tradição literária vampiresca de Bram Stoker – traz uma narrativa gótica ambientada na Alemanha de 1838. O agente imobiliário Thomas Hutter parte para a Transilvânia e, ao negociar com o sinistro conde Orlok, desencadeia uma série de eventos sobrenaturais sombrios que ameaçam sua esposa Ellen e a comunidade local. O filme recebeu críticas positivas pelo visual atmosférico, performances e fidelidade ao espírito do terror clássico, acumulando elogios por sua cinematografia e design de produção. Também foi um sucesso de público ao arrecadar cerca de US$ 182 milhões mundialmente sobre um orçamento reportado em US$ 50 milhões, além de conquistar indicações no Oscar 2025, incluindo categorias como “Melhor Fotografia”. Além disso, foi apontado como uma das adaptações de horror mais impactantes dos últimos anos.

“A Cor Púrpura” (2023)

Dirigido por Blitz Bazawule e adaptado do romance homônimo da escritora Alice Walker, reconta de forma musical e dramática a vida de Celie, uma mulher afro-americana no sul dos Estados Unidos do início do século XX que enfrenta abuso familiar, racismo e separação da irmã. Estrelado por Fantasia Barrino, Taraji P. Henson e Danielle Brooks, o longa foi elogiado pela crítica por suas performances, música e visual vibrante, alcançando cerca de 81% de aprovação entre críticos. Em termos de bilheteria, arrecadou em torno de US$ 68,8 milhões mundialmente após um orçamento significativo, além de conquistar indicações importantes. Danielle Brooks foi indicada ao Oscar 2024 na categoria de “Melhor Atriz Coadjuvante” e foi destaque em premiações como o NAACP Image Awards.

“A Lista do Sr. Malcolm” (2022)

O filme “Mr. Malcolm’s List”, dirigido por Emma Holly Jones e adaptado do romance homônimo escrito por Suzanne Allain, é uma comédia romântica de época ambientada na Inglaterra do início dos anos 1800. Uma jovem aceita ajudar a amiga humilhada por um solteiro exigente a se vingar, apresentando-se como a “esposa ideal” para testá-lo e expondo expectativas sociais e amorosas do período. Embora tenha sido elogiado por sua ambientação charmosa e elenco diversificado, o filme teve desempenho modesto nas bilheterias, arrecadando cerca de US$ 2 milhões mundialmente. Foi interpretado também pela crítica como um conto de época divertido e agradável, ainda que sem grandes inovações narrativas no gênero histórico romântico.

“Persuasão” (2022)

Baseado também em um romance de Jane Austen, foi dirigido por Carrie Cracknell e fala sobre a história de Anne Elliot, vivida por Dakota Johnson. Anne é uma mulher de família abastada que, persuadida a romper um noivado com o capitão Frederick Wentworth por diferenças sociais, reencontra seu antigo amor oito anos depois e deve decidir se dará uma segunda chance ao sentimento que nunca esqueceu. Lançado pela Netflix, a produção recebeu críticas predominantemente negativas da crítica especializada, que apontaram que a tentativa de modernizar o material clássico, incluindo a quebra da quarta parede, prejudicou a profundidade emocional original e não capturou totalmente o espírito do livro. Os elogios foram mais fortes ao visual e charme do elenco, e, apesar de não ter desempenho de bilheteria convencional por ser um lançamento em streaming, ficou em destaque nos rankings de visualização da plataforma na época que foi lançado.

“Emma” (2020)

O filme “Emma” foi dirigido por Autumn de Wilde e adaptado do romance homônimo de Jane Austen, publicado em 1815. Acompanha a “cupido involuntária” Emma Woodhouse, uma jovem rica e espirituosa que, convencida de suas habilidades de casamenteira, se envolve em conflitos amorosos ao tentar arranjar parceiros para seus conhecidos na Inglaterra do início do século XIX. Aos poucos, ela descobre mais sobre si mesma e seus próprios sentimentos. A produção, estrelada por Anya Taylor-Joy, Johnny Flynn e Josh O’Connor, foi bem recebida pela crítica por sua direção de arte, figurino e abordagem leve ao material clássico. Foram cerca de US$ 25,6 milhões arrecadados mundialmente em bilheteria, o que foi considerado um desempenho modesto mas sólido para um filme de época em tempos de pandemia. Também conquistou indicações importantes no ciclo de premiações, incluindo duas indicações ao Oscar 2021 para “Melhor Figurino” e “Melhor Maquiagem e Penteados”.

“Adoráveis Mulheres” (2019)

A adaptação mais recente de “Adoráveis Mulheres”, originalmente “Little Women”, dirigida por Greta Gerwig e baseada no romance de 1868 da escritora Louisa May Alcott, reconta a história das irmãs March em Massachusetts após a Guerra Civil. O filme mostra como as irmãs exploram seus sonhos, desafios e relações familiares enquanto amadurecem, com narrativa não linear e forte foco nas escolhas individuais. Aclamado pela crítica por sua sensibilidade e atualização feminista do clássico, alcançou altos índices de aprovação em agregadores de críticas e recebeu várias indicações ao Oscar. Além disso, foi um sucesso de público: com orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, arrecadou mais de US$ 220 milhões mundialmente, consolidando-se tanto comercial quanto artisticamente como uma das releituras literárias mais marcantes dos últimos anos.

“Amor & Amizade” (2016)

O filme foi dirigido e escrito por Whit Stillman e adaptado da novela “Lady Susan” de Jane Austen. Nele, o público acompanha no século XVIII a viúva Lady Susan Vernon, vivida por Kate Beckinsale, enquanto ela usa charme e manipulação para buscar um marido rico para si e um bom pretendente para a filha, em meio às intrigas e convenções sociais da aristocracia inglesa. Elogiado por sua leveza, humor ácido e pela atuação de Beckinsale, o filme foi bem recebido pela crítica, chegando a ter até 96% de aprovação em agregadores de resenhas. Além disso, arrecadou cerca de US$ 21,4 milhões mundialmente com um orçamento modesto, apesar de ter estreado em circuito relativamente limitado.

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