A adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes” chegou aos cinemas em fevereiro sob direção de Emerald Fennell, com Margot Robbie como Catherine Earnshaw e Jacob Elordi como Heathcliff, e rapidamente ultrapassou a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias globais. O filme segue surpreendendo tanto pĂşblico quanto crĂtica por sua abordagem ousada e estilizada do clássico romântico gĂłtico de Emily BrontĂ«.
O portal LeoDias separou alguns dos clássicos, tanto na literatura quanto no cinema, que também marcaram o público. Confira!
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“Orgulho e Preconceito” (2026)
O universo de Jane Austen Ă© um dos mais famosos nas telas quando o assunto Ă© clássico adaptado. A nova sĂ©rie “Pride and Prejudice”, prevista para estrear no outono de 2026 na Netflix, transporta para as telas a trama romântica e social do romance clássico, narrando a histĂłria de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, dois personagens que navegam entre orgulho, expectativas familiares e convenções sociais na Inglaterra rural do sĂ©culo XIX. A produção foi escrita pela autora e roteirista Dolly Alderton e dirigida pelo britânico Euros Lyn, em seis episĂłdios com elenco que inclui Emma Corrin como Elizabeth, Jack Lowden como Darcy e Olivia Colman como Sra. Bennet. A expectativa da crĂtica Ă© de uma adaptação fiel e envolvente Ă obra literária original, com foco em trazer tanto os fĂŁs antigos quanto um novo pĂşblico Ă saga romântica que já Ă© um dos maiores Ăcones da literatura inglesa e que rendeu versões memoráveis no cinema e na TV ao longo das Ăşltimas dĂ©cadas – dentre elas, o sucesso de 2005 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen.
“Razão e Sensibilidade” (2026)
Outro clássico de Austen está marcado para estrear em 11 de setembro deste ano nos Estados Unidos e em 25 de setembro no Reino Unido. Sob a direção de Georgia Oakley e com roteiro da autora Diana Reid, acompanha a histĂłria das irmĂŁs Elinor e Marianne Dashwood que, apĂłs a morte do pai e a perda da estabilidade financeira, enfrentam desafios amorosos e sociais enquanto tentam preservar a honra e o espĂrito de sua famĂlia em meio Ă s normas rĂgidas da sociedade inglesa do sĂ©culo XIX. O longa será protagonizado por Daisy Edgar-Jones como Elinor e EsmĂ© Creed-Miles como Marianne, o que tem gerado expectativa da crĂtica e do pĂşblico por revisitar com sensibilidade um dos romances mais queridos de Austen. O 250Âş aniversário da autora foi celebrado no ano passado e reforça o interesse contĂnuo em adaptações literárias clássicas no cinema contemporâneo.
Bastidores de “Bonequinha de Luxo” (2026)
O novo filme previsto para este ano revisita o clássico “Bonequinha de Luxo”, original de 1961, baseado na novela de Truman Capote. Ele nĂŁo será uma adaptação tradicional da histĂłria de Holly Golightly, mas sim um longa que mergulha nos bastidores e na produção do filme original, contando como a obra icĂ´nica foi criada e os desafios enfrentados em sua equipe. A produção está baseada no livro “Fifth Avenue, 5 A.M.: Audrey Hepburn, Breakfast at Tiffany’s and the Dawn of the Modern Woman”, de Sam Wasson, e terá Lily Collins no papel de Audrey Hepburn. Ainda sem tĂtulo oficial, data de estreia ou diretor confirmado, o projeto já gera debates e expectativas, com fĂŁs reagindo Ă escolha de Collins e Ă abordagem do filme. A ideia Ă© oferecer um olhar raro sobre a origem de um dos marcos do cinema romântico e da moda.
“Frankenstein” (2025)
Produzido, escrito e dirigido por Guillermo del Toro e baseado no clássico romance “Frankenstein ou O Prometeu Moderno”, de 1818, da autora Mary Shelley, reinterpreta a histĂłria gĂłtica de Victor Frankenstein e sua criatura com uma atmosfera visual rica e temática densa sobre criação, ambição e humanidade. O longa estreou mundialmente no Festival de Veneza e depois em exibição limitada nos cinemas antes de chegar ao catálogo da Netflix. A crĂtica especializada elogiou aspectos como a fotografia, figurino e performances, mas a maioria ressaltou ritmo arrastado ou variações na fidelidade ao livro. Mesmo assim, o longa se firmou como um dos tĂtulos mais comentados da temporada, acumulando mĂşltiplas indicações ao Oscar 2026, incluindo “Melhor Filme” e “Melhor Roteiro Adaptado”.
“Nosferatu” (2024)
O remake “Nosferatu”, dirigido por Robert Eggers e inspirado no clássico expressionista alemĂŁo de 1922 – que dialoga com a tradição literária vampiresca de Bram Stoker – traz uma narrativa gĂłtica ambientada na Alemanha de 1838. O agente imobiliário Thomas Hutter parte para a Transilvânia e, ao negociar com o sinistro conde Orlok, desencadeia uma sĂ©rie de eventos sobrenaturais sombrios que ameaçam sua esposa Ellen e a comunidade local. O filme recebeu crĂticas positivas pelo visual atmosfĂ©rico, performances e fidelidade ao espĂrito do terror clássico, acumulando elogios por sua cinematografia e design de produção. TambĂ©m foi um sucesso de pĂşblico ao arrecadar cerca de US$ 182 milhões mundialmente sobre um orçamento reportado em US$ 50 milhões, alĂ©m de conquistar indicações no Oscar 2025, incluindo categorias como “Melhor Fotografia”. AlĂ©m disso, foi apontado como uma das adaptações de horror mais impactantes dos Ăşltimos anos.
“A Cor Púrpura” (2023)
Dirigido por Blitz Bazawule e adaptado do romance homĂ´nimo da escritora Alice Walker, reconta de forma musical e dramática a vida de Celie, uma mulher afro-americana no sul dos Estados Unidos do inĂcio do sĂ©culo XX que enfrenta abuso familiar, racismo e separação da irmĂŁ. Estrelado por Fantasia Barrino, Taraji P. Henson e Danielle Brooks, o longa foi elogiado pela crĂtica por suas performances, mĂşsica e visual vibrante, alcançando cerca de 81% de aprovação entre crĂticos. Em termos de bilheteria, arrecadou em torno de US$ 68,8 milhões mundialmente apĂłs um orçamento significativo, alĂ©m de conquistar indicações importantes. Danielle Brooks foi indicada ao Oscar 2024 na categoria de “Melhor Atriz Coadjuvante” e foi destaque em premiações como o NAACP Image Awards.
“A Lista do Sr. Malcolm” (2022)
O filme “Mr. Malcolm’s List”, dirigido por Emma Holly Jones e adaptado do romance homĂ´nimo escrito por Suzanne Allain, Ă© uma comĂ©dia romântica de Ă©poca ambientada na Inglaterra do inĂcio dos anos 1800. Uma jovem aceita ajudar a amiga humilhada por um solteiro exigente a se vingar, apresentando-se como a “esposa ideal” para testá-lo e expondo expectativas sociais e amorosas do perĂodo. Embora tenha sido elogiado por sua ambientação charmosa e elenco diversificado, o filme teve desempenho modesto nas bilheterias, arrecadando cerca de US$ 2 milhões mundialmente. Foi interpretado tambĂ©m pela crĂtica como um conto de Ă©poca divertido e agradável, ainda que sem grandes inovações narrativas no gĂŞnero histĂłrico romântico.
“Persuasão” (2022)
Baseado tambĂ©m em um romance de Jane Austen, foi dirigido por Carrie Cracknell e fala sobre a histĂłria de Anne Elliot, vivida por Dakota Johnson. Anne Ă© uma mulher de famĂlia abastada que, persuadida a romper um noivado com o capitĂŁo Frederick Wentworth por diferenças sociais, reencontra seu antigo amor oito anos depois e deve decidir se dará uma segunda chance ao sentimento que nunca esqueceu. Lançado pela Netflix, a produção recebeu crĂticas predominantemente negativas da crĂtica especializada, que apontaram que a tentativa de modernizar o material clássico, incluindo a quebra da quarta parede, prejudicou a profundidade emocional original e nĂŁo capturou totalmente o espĂrito do livro. Os elogios foram mais fortes ao visual e charme do elenco, e, apesar de nĂŁo ter desempenho de bilheteria convencional por ser um lançamento em streaming, ficou em destaque nos rankings de visualização da plataforma na Ă©poca que foi lançado.
“Emma” (2020)
O filme “Emma” foi dirigido por Autumn de Wilde e adaptado do romance homĂ´nimo de Jane Austen, publicado em 1815. Acompanha a “cupido involuntária” Emma Woodhouse, uma jovem rica e espirituosa que, convencida de suas habilidades de casamenteira, se envolve em conflitos amorosos ao tentar arranjar parceiros para seus conhecidos na Inglaterra do inĂcio do sĂ©culo XIX. Aos poucos, ela descobre mais sobre si mesma e seus prĂłprios sentimentos. A produção, estrelada por Anya Taylor-Joy, Johnny Flynn e Josh O’Connor, foi bem recebida pela crĂtica por sua direção de arte, figurino e abordagem leve ao material clássico. Foram cerca de US$ 25,6 milhões arrecadados mundialmente em bilheteria, o que foi considerado um desempenho modesto mas sĂłlido para um filme de Ă©poca em tempos de pandemia. TambĂ©m conquistou indicações importantes no ciclo de premiações, incluindo duas indicações ao Oscar 2021 para “Melhor Figurino” e “Melhor Maquiagem e Penteados”.
“Adoráveis Mulheres” (2019)
A adaptação mais recente de “Adoráveis Mulheres”, originalmente “Little Women”, dirigida por Greta Gerwig e baseada no romance de 1868 da escritora Louisa May Alcott, reconta a histĂłria das irmĂŁs March em Massachusetts apĂłs a Guerra Civil. O filme mostra como as irmĂŁs exploram seus sonhos, desafios e relações familiares enquanto amadurecem, com narrativa nĂŁo linear e forte foco nas escolhas individuais. Aclamado pela crĂtica por sua sensibilidade e atualização feminista do clássico, alcançou altos Ăndices de aprovação em agregadores de crĂticas e recebeu várias indicações ao Oscar. AlĂ©m disso, foi um sucesso de pĂşblico: com orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, arrecadou mais de US$ 220 milhões mundialmente, consolidando-se tanto comercial quanto artisticamente como uma das releituras literárias mais marcantes dos Ăşltimos anos.
“Amor & Amizade” (2016)
O filme foi dirigido e escrito por Whit Stillman e adaptado da novela “Lady Susan” de Jane Austen. Nele, o pĂşblico acompanha no sĂ©culo XVIII a viĂşva Lady Susan Vernon, vivida por Kate Beckinsale, enquanto ela usa charme e manipulação para buscar um marido rico para si e um bom pretendente para a filha, em meio Ă s intrigas e convenções sociais da aristocracia inglesa. Elogiado por sua leveza, humor ácido e pela atuação de Beckinsale, o filme foi bem recebido pela crĂtica, chegando a ter atĂ© 96% de aprovação em agregadores de resenhas. AlĂ©m disso, arrecadou cerca de US$ 21,4 milhões mundialmente com um orçamento modesto, apesar de ter estreado em circuito relativamente limitado.






