O mundo da tecnologia e da “economia da paixão” amanheceu de luto nesta segunda-feira (23/03). A Fenix International, empresa-mãe do OnlyFans, confirmou o falecimento de seu controlador, o bilionário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, aos 43 anos.
Segundo o comunicado oficial, o empresário morreu em paz após uma longa batalha contra o câncer.
Discreto e raramente visto em eventos públicos, Radvinsky foi o arquiteto da explosão global da plataforma. Ele assumiu o controle do negócio em 2018 e, sob sua gestão, o site deixou de ser uma promessa para se tornar um gigante que movimenta mais de US$ 7,2 bilhões por ano.
O Fenômeno de US$ 4,7 Bilhões
A fortuna de Radvinsky era estimada pela Forbes em US$ 4,7 bilhões até a manhã de hoje. Sua riqueza vinha do modelo de negócios agressivo do OnlyFans, que retém 20% de todas as transações feitas entre criadores e assinantes.
Os números impressionantes de sua gestão incluem:
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Dividendos Recordes: Apenas em 2024, ele recebeu US$ 701 milhões em lucros, o que equivale a cerca de US$ 1,9 milhão por dia.
Com informações do O Globo.
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Crescimento Exponencial: Entre 2021 e o início de 2025, o empresário acumulou mais de US$ 1,8 bilhão apenas em dividendos.
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Impacto Global: A plataforma viu sua receita chegar a US$ 1,4 bilhão no último ano, impulsionada pelo modelo de monetização direta que ele consolidou durante a pandemia.
O Futuro do OnlyFans
A morte de Radvinsky ocorre em um momento de transição. De acordo com a Bloomberg, o empresário estava em conversas iniciais para vender uma participação da empresa.
Agora, o mercado financeiro aguarda definições sobre a sucessão na Fenix International e como a ausência do “estrategista silencioso” afetará os planos de expansão da marca.
A família de Radvinsky pediu privacidade e não revelou detalhes sobre o funeral. A equipe do OnlyFans declarou que o legado de Leo de permitir que criadores de conteúdo possuam suas carreiras e cobrem diretamente pelo seu trabalho continuará sendo o norte da companhia.
