A tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo de “guerra psicológica” nesta segunda-feira (23/03). O regime iraniano, por meio da agência de notícias Tasnim (ligada à Guarda Revolucionária), negou categoricamente qualquer negociação de trégua com o governo de Donald Trump.
A declaração rebate a fala do presidente americano, que anunciou o adiamento de ataques a usinas elétricas iranianas por cinco dias após “conversas produtivas”.
Segundo um alto funcionário de segurança de Teerã, não há diálogo em curso. O regime afirma que a pausa anunciada por Washington não passa de um recuo estratégico diante das ameaças militares iranianas e da instabilidade nos mercados financeiros globais.
O Nó de Ormuz e a Crise Energética
O conflito, que completa quase um mês desde o ataque coordenado de EUA e Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei em 28 de fevereiro, paralisou uma das rotas comerciais mais importantes do planeta.
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Estreito de Ormuz: O fechamento da passagem pelo Irã interrompeu o fluxo de cerca de 20% do petróleo mundial e de grande parte do gás que abastece a Europa.
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Ultimato de Trump: O presidente dos EUA ameaçou “destruir” a infraestrutura energética do Irã caso o Estreito não fosse reaberto em 48 horas.
Com informações do Metrópoles.
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Resposta Iraniana: O regime classificou o prazo de cinco dias dado por Trump como “continuação de crimes” e prometeu manter a defesa do território e das bases militares no Golfo.
O fechamento do Estreito de Ormuz disparou o preço das commodities e afeta o mercado financeiro mundial em março de 2026 | Foto: Reprodução / Agência Tasnim
Mercados em Alerta
A negativa do Irã sobre um possível acordo jogou um balde de água fria nos investidores que esperavam uma desescalada.
Para o regime iraniano, a decisão de Trump de pausar os ataques deve-se puramente ao aumento das pressões nos mercados financeiros e ao risco de um colapso energético que afetaria também os aliados ocidentais.
Enquanto as ameaças de bombardeios a usinas permanecem no horizonte, a economia global segue monitorando cada movimento no Golfo Pérsico, onde o preço do barril de petróleo atinge patamares recordes desde o início das hostilidades.
